quarta-feira, 13 de maio de 2026
Nova bomba em Brasília: Flávio cobra grana a Vorcaro para o filme de Bolsonaro
13/05/2026 15:44
Redação ON Reprodução

Poucos dias depois da bomba política envolvendo o senador Ciro Nogueira, que sacudiu os bastidores de Brasília, uma nova crise atinge em cheio o núcleo do bolsonarismo. Agora, o epicentro da repercussão envolve diretamente o senador Flávio Bolsonaro, apontado como principal nome da extrema-direita para a corrida presidencial de 2026.

Áudios e diálogos divulgados pelo site The Intercept Brasil revelam que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro atuou pessoalmente na tentativa de garantir recursos para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente.

Segundo a publicação, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões para financiar o projeto cinematográfico. Os pagamentos teriam ocorrido entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações distintas. O valor total negociado, porém, chegaria a impressionantes R$ 134 milhões, embora não existam evidências de que todo esse montante tenha sido efetivamente transferido.

Um dos diálogos divulgados ocorreu em 15 de novembro de 2025 — apenas um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master. O timing da conversa ampliou ainda mais o impacto político do vazamento em Brasília.

No áudio, Flávio demonstra preocupação crescente com os atrasos nos pagamentos e admite temor de que o filme desmorone financeiramente. Ele chega a citar o risco de “dar calote” em profissionais renomados do cinema internacional, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.

A gravação expõe um bastidor delicado: além da tentativa de salvar um projeto tratado como estratégico para fortalecer a imagem internacional do bolsonarismo, o senador revela desespero com dívidas acumuladas e risco de rompimento de contratos na reta final da produção.

Confira a íntegra do áudio vazado:

“Irmão, preferi mandar um áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis das nossas vidas, né? Não sei como vai ser tudo daqui para frente, como tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. Você eu sei que tá passando por um momento dificílimo aí também. Essa confusão toda, né. Você sem saber como vai caminhar isso tudo…

E, apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né. Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator principal], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… os caras renomadíssimos no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir nesse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.

Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel… Porque a gente precisa saber o que que faz da vida, cara, porque já tem muita conta para pagar esse mês, e o mês seguinte também. E agora que é reta final a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque se não a gente perde tudo, cara. Todo o contrato. Perde ator, diretor, perde equipe, perde tudo. Se puder me dar um toque aí, irmão, abração.. fica com Deus.”

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