quarta-feira, 13 de maio de 2026
Flávio reage com risada e ironia a áudio que revela pedido de dinheiro a Vorcaro
13/05/2026 17:28
Redação ON Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “mentira” as revelações do áudio em que aparece pedindo recursos financeiros ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar despesas com a produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A gravação, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo site Intercept Brasil, integra o material apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero e já era conhecido nos meandros da investigação — não se tratando, portanto, de um fato novo, mas sim de mais um vazamento de um diálogo já sob análise judicial.

Ao ser abordado por um repórter na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), onde se reuniu com o ministro Edson Fachin, o parlamentar reagiu com uma gargalhada e ironizou a pergunta. “É mentira, de onde você tirou isso?”, respondeu, antes de se afastar. Quando o jornalista mencionou a divulgação das mensagens, Flávio chamou o profissional de “militante” e repetiu a negativa, acrescentando: “É dinheiro privado, dinheiro privado, dinheiro privado”.

No áudio vazado, o senador adota um tom de cobrança constrangida: “Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado”. Em mensagem escrita anterior, ele se referiu a Vorcaro como “irmão” e pediu “uma luz”. Os diálogos ocorreram em novembro de 2025, véspera da prisão do banqueiro e da liquidação do Banco Master.

A defesa de Flávio sustenta que se tratam de tratativas para captação de recursos privados, sem ilegalidade. No entanto, o episódio ocorre em pleno calendário eleitoral — o filme “Dark Horse”, estrelado por Jim Caviezel e com roteiro do deputado Mario Frias (PL-SP), tem estreia marcada para 11 de setembro deste ano. A repercussão do áudio, ainda que não traga elementos novos à investigação, expõe o desconforto do pré-candidato à Presidência ao ser confrontado com suas próprias palavras, num tom que oscila entre o deboche e a irritação.

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