Sábado de Derby pela Copa do Brasil feminina
30/05/2026

O Derby aconteceu na manhã deste sábado, 30 de maio de 2026, em um ambiente familiar dentro da torcida esmeraldina.

Escrevo sobre um jogo que acompanhei do estádio, com um prazer especial: levar minha mãe, Dona Edna, comigo. Ela gosta muito do futebol feminino, e dividir com ela mais uma manhã de Derby no Parque Antártica deu outro peso à partida.

O Palmeiras jogava em sua casa, diante de um bom público, algo perto de 3.500 pessoas.

Como costuma acontecer nos jogos do feminino, havia muitas famílias presentes e muitas crianças nas arquibancadas, por ser torcida única, acho que o futuro da torcida Esmeraldina está garantido.

Dentro de campo, porém, o clima foi de decisão, com aquela carga emocional de partida eliminatória. Era jogo único, valendo a sequência na Copa do Brasil Feminina, contra o maior rival. Não era apenas mais uma partida perdida no meio da tabela do Paulista e do Brasileiro. Era decisão.

E decisão em Derby costuma ser assim: tensa, pesada, travada, com cada lance carregando importância maior do que o normal. O Palmeiras teve seus momentos, mas faltou transformar presença e vontade em gol. O Corinthians, por sua vez, foi mais frio. No fim, Gabi Zanotti apareceu para marcar o 1 a 0 e colocar as Brabas nas oitavas.

Como todo Derby, independentemente de ser masculino ou feminino, esse resultado deve impactar as duas equipes.

Uma vitória ou derrota nesse confronto tem sempre o poder de acalmar o ambiente ou de trazer crises internas. E isso acompanhará os times nessa pausa de Copa do Mundo, que também alcança o futebol feminino.

Não saí do estádio calmo, mas com a sensação de que jogos assim precisam ser mais bem tratados, pelos clubes. Um confronto dessa grandeza merecia mais divulgação, mais destaque, mais valorização.

O futebol feminino precisa ser tratado com a dimensão que seus clássicos já têm dentro de campo.

Agora, resta esperar os próximos desdobramentos desta partida, que certamente virão.

Porque um Derby nunca é apenas um jogo: é um evento carregado de história, capaz de criar ídolos, expor fragilidades e mudar ambientes.

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Higor Maffei Bellini é advogado, radicado em São Paulo, defensor dos direitos das atletas do futebol feminino em todo o Brasil.