Sim, a Copa do Mundo feminina, será ano que vem, no Brasil. Não haverá tempo o suficiente para ter saudades do clima de Copa, pois temos de fazer a melhor Copa possível.
Como eu disse, após a eliminação da Seleção Brasileira masculina na Copa do Mundo de 2026, agora a bola é delas. Em menos de um ano, o Brasil receberá, pela primeira vez, a Copa do Mundo Feminina, e já não existe espaço para tratar o evento como algo distante. O momento é de concluir os ajustes finais, porque grande parte do que precisava ser planejado e executado já deveria estar pronta.
A competição será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, reunindo 32 seleções em oito cidades brasileiras. Isso significa receber atletas, comissões técnicas, jornalistas e turistas com diferentes hábitos, idiomas e necessidades. Não basta entregar estádios em boas condições. É preciso organizar transporte, segurança, hospedagem, alimentação, sinalização, atendimento ao público e alternativas de lazer para quem acompanhará o torneio.
Os jogos acontecerão em oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A distribuição do torneio por diferentes regiões aumenta sua dimensão nacional e exige que cada cidade esteja preparada.
A Copa também deve ser vista como uma grande oportunidade de negócios. Restaurantes, hotéis, bares, comércio, transporte por aplicativo, guias turísticos, artesãos e pequenos empreendedores podem se beneficiar diretamente da circulação de visitantes. Mas essas oportunidades não surgem automaticamente. Elas dependem de planejamento, capacitação e integração entre o poder público, as entidades esportivas e a iniciativa privada.
Temos de pensar não apenas nos jogos, que irão acontecer, mas também Fan Fests, eventos culturais, gastronomia, circulação urbana e participação de mulheres empreendedoras. Esse planejamento deve ocorrer em todas as cidades-sede, respeitando suas características e aproveitando aquilo que cada região tem de melhor.
Também é necessário pensar para além dos estádios. Nem todos os turistas terão ingressos para todas as partidas, e muitos permanecerão no país por vários dias. Por isso, a programação cultural, turística e esportiva precisa acompanhar a competição e oferecer experiências capazes de movimentar a economia local.
A Copa de 2027 não pode começar apenas quando a bola rolar. Ela já começou na preparação, na qualificação dos serviços e na construção de oportunidades. Depois da Copa masculina, os olhos do futebol mundial se voltam para o Brasil outra vez. Agora, definitivamente, a bola é delas.