Para o futebol feminino paulista, a Copa do Mundo já acabou. Neste sábado, 18 de julho, a bola voltou a rolar pelo Campeonato Paulista, com Palmeiras e São Paulo disputando o tradicional Choque-Rainha, em Barueri, no ingrato horário das 10h30. E a equipe Esmeraldina saiu vencedora pelo placar mínimo
A retomada do campeonato estadual representa também a volta das informações sobre o futebol feminino real. Aquele que acontece dentro dos clubes, nos centros de treinamento, nos campeonatos e na vida diária das atletas.
Durante a paralisação, muito se falou sobre o futuro. Foram projeções, promessas e expectativas relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. Tudo isso tem sua importância, mas não pode ocupar todo o espaço destinado ao feminino.
O futebol feminino não vive apenas da expectativa do que poderá acontecer no próximo ano. Ele existe agora, com partidas, dificuldades, resultados, destacadas atuações e problemas que precisam ser conhecidos.
Com a volta do Paulistão, voltamos a observar quem está jogando, quem perdeu espaço, quais clubes estão realmente investindo e quais projetos apresentam apenas discursos bonitos.
A Copa de 2027 será importante. Mas o futebol feminino que chegará até ela começa a ser construído, ou abandonado, nos jogos disputados hoje, pois ele como a história são escritos diariamente.