João Pessoa, domingo, 1 de novembro de 2026
Em 2026, a glória eterna é feminina, com certeza!
01/11/2026

*Por Higor Maffei Bellini

Quito, Equador, 31 de outubro de 2026. O local e a data em que a história da glória eterna foi escrita.

Uma final que terminou empatada em 4 a 4 no tempo normal, depois de as Brabas terem aberto uma vantagem de 3 a 0, verem o placar chegar a 4 a 2 e, mesmo assim, permitirem a reação das Cabulosas, que buscaram o empate.

Uma decisão continental com oito gols, reviravoltas e emoção até o último instante. Um jogo que certamente entrará para a história, não apenas das duas equipes, mas também da própria competição.

E, como se toda a emoção dos 90 minutos não fosse suficiente, ainda tivemos a disputa por pênaltis. As cobranças desperdiçadas por ambas as equipes tornaram a decisão ainda mais dramática e emocionante. A cada bola colocada na marca da cal, o coração dos torcedores parecia bater mais forte. Com certeza, foi daqueles momentos que fizeram muita gente roer as unhas e gelar diante da televisão, sem saber o que esperar da cobrança seguinte. Um verdadeiro teste para os nervos e para o coração de quem ama futebol.

É a prova de que o futebol é mágico, seja ele disputado por mulheres ou por homens.

Sei que a final masculina da Libertadores ainda vai acontecer. Mas, sinceramente, não acredito que consiga chegar perto desta partida em emoção, intensidade e acontecimentos dignos de entrar para a história.

Essa final também é a prova de que quem deixou de assistir ao jogo simplesmente por se tratar de futebol feminino perdeu a oportunidade de acompanhar a história sendo escrita diante dos próprios olhos.

Uma final disputada entre duas equipes brasileiras demonstra a grandeza do futebol feminino no Brasil. Mostra também a importância de termos clubes cada vez mais estruturados, capazes de oferecer condições para que nossas jogadoras desenvolvam todo o seu potencial. Afinal, clubes fortes e organizados são fundamentais para a construção de uma seleção brasileira igualmente forte e estruturada, especialmente pensando na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada em nosso país.

Porque o futebol não tem gênero quando o assunto é emoção, talento, entrega e paixão.

E, para não dizerem que não falei das flores, deixo aqui meus parabéns às campeãs, que conquistaram seu lugar no panteão das deusas da bola.

Parabéns às Cabulosas, que entraram para a história ao interromperem a sequência de títulos das Brabas!. Com uma atuação marcada pela garra, pela superação e pela capacidade de acreditar até o último instante, escreveram seu próprio nome na base da taça da Libertadores. Uma conquista que representa não apenas um título continental, mas também a consagração de uma equipe que se recusou a desistir, mesmo quando tudo parecia perdido.

Em 2026, a glória eterna é feminina. E que ninguém tenha dúvidas disso!

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