* Por Higor Maffei Bellini
Acabou a possibilidade de um feito que entraria para a história: conquistar, no mesmo ano, a Libertadores masculina e a feminina.
Não me esqueço das duas Libertadores conquistadas pelo masculino sob o comando de Abel Ferreira, contra o Santos e o Flamengo, em 2021. Foram conquistas inesquecíveis, mas agora o sonho era diferente: ver homens e mulheres levantando, no mesmo ano, a taça mais importante do continente.
Infelizmente, esse sonho terminou no sábado, 24 de outubro, quando o Palmeiras feminino foi eliminado pelo Independiente Santa Fe, da Colômbia, nas quartas de final da Libertadores. Depois de abrir 2 a 0, a equipe sofreu o empate por 2 a 2 e acabou derrotada por 3 a 2 nos pênaltis.
Dizem que pênalti é loteria. Até pode ser.
Mas, curiosamente, na mesma semana, o masculino eliminou o Fluminense, também nos pênaltis, por 5 a 3, na semifinal da competição continental.
Será que toda a sorte do Palmeiras naquela semana foi gasta com o masculino?
Não sei.
Só sei que aquilo que começou tumultuado terminou igualmente tumultuado.
A participação feminina começou cercada de polêmica, com o afastamento da goleira Kate Tapia por questões disciplinares, segundo nota oficial do clube. Uma decisão que provocou questionamentos e deixou a equipe sem uma de suas principais jogadoras.
E terminou com uma eliminação dolorosa, depois de uma vantagem de dois gols que parecia encaminhar a classificação.
É verdade que os pênaltis decidiram a eliminação. Mas também é verdade que uma equipe que abre 2 a 0 precisa saber administrar o resultado, especialmente em uma competição dessa importância.
O Palmeiras feminino deixou escapar mais do que uma classificação. Perdeu a oportunidade de continuar participando de uma história que poderia ser escrita conjuntamente com o masculino.
Agora, resta a Abel Ferreira e seus comandados tentar conquistar mais uma Libertadores.
A América ainda pode ser verde. Mas já não poderá ser verde duas vezes em 2026.
E esse sonho terá de esperar.