A renovação do futebol feminino, assim como o masculino, passa, inevitavelmente, pelas peneiras, ou como os clubes preferem chamar, avaliações técnicas.
É nesse espaço que meninas com talento, muitas vezes escondidas em campos de várzea ou quadras escolares, têm a primeira chance de mostrar seu futebol em ambiente profissional.
O Fluminense, por exemplo, anunciou uma nova seletiva para meninas entre 13 e 19 anos, que acontecerá no dia 6 de julho em Brasília. Embora a peneira não ocorra em Xerem, a iniciativa mostra o empenho do clube em garimpar talentos além do eixo Rio-São Paulo.
Mas, antes mesmo das peneiras, o que forma uma jogadora é o contato precoce com a bola e o jogo em si.
Por isso, são fundamentais os festivais e torneios de base para meninas bem jovens, especialmente na faixa Sub‑13, ainda com pouco espaço no calendário oficial.
Dois bons exemplos são o Torneio de Iniciativa do projeto mantido por Jujuba Cardoso, atleta do Granada da Espanha, em Itapira (SP), que acontece amanhã, dia 29 de junho, e o Sementes do Amanhã, que acontece em Rio Claro e Região, esse Jan ficado em atletas com mais idade, esse não sei quando será o próximo.
Nestes eventos, o objetivo vai além da vitória: trata-se de oferecer às meninas a experiência de entrar em campo, se divertir e serem vistas por quem já atua no meio.
Vale destacar ainda a iniciativa do Atlético Catarinense, que está construindo um projeto ousado de base apresentando o futebol feminino, seja de campo, salão ou Fut7 como esporte, profissão e caminho de transformação social.
É assim, com peneiras festivais inclusivos e projetos estruturantes, que o Brasil pode continuar revelando talentos, e mais do que isso, formando mulheres fortes e protagonistas, dentro e fora das quatro linhas.