João Pessoa, sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Paraíba se consolida como a segunda maior força competitiva do Nordeste no Ranking do CLP
27/08/2026 13:11
Redação ON Reprodução

A Paraíba destaca-se como um dos principais polos de eficiência e desenvolvimento do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, levantamento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 12ª posição no panorama geral do País e consolida a vice-liderança regional, ficando atrás apenas do Ceará, que ascendeu ao 11º lugar geral e à 5ª colocação nacional no pilar de Educação. A performance paraibana reforça um movimento de convergência no Nordeste, ao lado de destaques como Alagoas — 3ª melhor marca em Inovação — e Maranhão, 3º colocado em Solidez Fiscal. O próprio Piauí registrou a melhor marca de sua história ao alcançar o 19º lugar geral, impulsionado pela melhoria na solidez fiscal e pelo 3º lugar em potencial de mercado, evidenciando que a evolução da competitividade avança na região.

Desproporcional

Apesar dos avanços nordestinos, o levantamento expõe a persistência de uma histórica disparidade geográfica. As dez primeiras colocações continuam restritas a unidades federativas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Esse cenário é reflexo de uma desigualdade acumulada ao longo de décadas em áreas fundamentais como capital humano, infraestrutura, serviços públicos e formalização. O Norte, por sua vez, enfrenta gargalos severos de logística, grandes distâncias e menor capilaridade de infraestrutura física e digital, o que eleva os custos e torna a região mais vulnerável no indicador.

No plano nacional, a edição do estudo é marcada por uma mudança histórica no topo do ranking: Santa Catarina assumiu a 1ª posição pela primeira vez, desbancando São Paulo após 14 anos seguidos de liderança paulista. O desempenho catarinense é impulsionado por resultados sístemicos e equilibrados em pilares como segurança pública, capital humano, potencial de mercado e eficiência da máquina pública. São Paulo caiu para a 2ª posição geral, embora preserve o protagonismo em infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental.

Outro elemento de destaque no mapa da competitividade é o avanço contínuo do Centro-Oeste, que emplacou todos os seus quatro estados no top 10, sinalizando um deslocamento do eixo tradicional do país. O Paraná manteve a 3ª colocação, enquanto o Rio Grande do Sul subiu para o 4º lugar, superando os impactos das recentes enchentes. Já o Rio de Janeiro permaneceu como a única unidade do Sudeste fora do grupo dos dez melhores, prejudicado por entraves fiscais e baixa eficiência na absorção do mercado de trabalho. Em linhas gerais, o país registrou elevação na média de sustentabilidade ambiental e em potencial de mercado, porém enfrenta alertas com a queda nos índices de segurança pública em nível nacional.

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