O avanço das relações comerciais entre Brasil e China tem ampliado as perspectivas de negócios para empresas do interior brasileiro, especialmente nos setores do agronegócio, da indústria e da tecnologia. Atenta a esse cenário, a empresária e advogada Hévilin Clair de Castro, especialista em Direito Empresarial, Bancário e do Agronegócio, realiza viagem à China com o objetivo de conhecer tendências, inovações e oportunidades que possam contribuir para o fortalecimento das conexões empresariais entre os dois países.
À frente da Clair & Castro Advocacia e Assessoria Jurídica, Hévilin acompanha o desenvolvimento econômico de importantes regiões produtoras, como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Jales, no interior paulista, além de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. A viagem internacional amplia essa perspectiva de atuação, voltada à integração entre produção, investimentos, tecnologia e planejamento empresarial.
A aproximação com o mercado asiático ocorre em um momento de relevância para o agronegócio paulista. Entre janeiro e setembro de 2026, o setor registrou US$ 20,08 bilhões em exportações, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. A China permaneceu como principal destino, concentrando 24,9% das vendas externas do segmento.
Para Hévilin, esse cenário demonstra que as oportunidades internacionais não estão restritas aos grandes exportadores.
“O interior brasileiro possui uma força econômica extraordinária. Temos produção, tecnologia, empresários preparados e capacidade de expansão. O desafio é compreender como essas atividades podem se conectar e transformar potencial produtivo em oportunidades empresariais”, avalia.
Interior brasileiro ganha relevância nas conexões internacionais
A diversidade econômica das regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Jales e Três Lagoas representa um diferencial para o desenvolvimento de novas relações comerciais.
Enquanto Ribeirão Preto concentra atividades relacionadas à bioenergia, tecnologia e produção agroindustrial, São José do Rio Preto se destaca pelas cadeias de alimentos e carnes. A região de Jales reúne atividades ligadas à fruticultura e à pecuária, enquanto Três Lagoas apresenta forte presença industrial, especialmente no setor de celulose.
Recentemente, Hévilin esteve em Três Lagoas, ampliando seu contato com o ambiente empresarial e as perspectivas econômicas da região.
Na avaliação da especialista, a integração dessas cadeias produtivas pode favorecer não apenas a exportação de produtos, mas também a modernização de empresas, a aquisição de equipamentos e o desenvolvimento de novas parcerias.
“Quando observamos o comércio internacional, percebemos que as oportunidades não estão restritas à venda de produtos. Existe um universo de possibilidades envolvendo tecnologia, equipamentos, fornecimento, investimentos e parcerias empresariais. O importante é compreender como essas oportunidades podem ser estruturadas de maneira segura e economicamente viável”, destaca.
Segurança jurídica é estratégica para a expansão internacional
O crescimento das relações comerciais com a China também exige atenção aos desafios enfrentados por empresas que pretendem ingressar ou ampliar sua participação no mercado internacional.
Questões contratuais, planejamento tributário, regras aduaneiras, classificação fiscal de mercadorias e exigências regulatórias estão entre os fatores que podem determinar a viabilidade de uma operação.
Segundo Hévilin, a internacionalização deve ser tratada como uma decisão estratégica, com análise prévia dos riscos e das responsabilidades envolvidas.
“O Direito não deve ser visto apenas como instrumento para solucionar conflitos. Ele também é uma ferramenta de desenvolvimento empresarial. Quando uma empresa pretende importar, exportar ou estabelecer uma parceria internacional, precisa compreender antecipadamente suas responsabilidades, seus custos tributários e os riscos envolvidos”, explica.
A especialista considera que o acesso à informação, a identificação de oportunidades e o planejamento jurídico podem contribuir para ampliar a competitividade de empresas brasileiras de diferentes portes.
Competitividade exige visão global e decisões estratégicas
A crescente participação do agronegócio brasileiro no comércio internacional também traz uma mudança na forma como empresas e produtores rurais precisam planejar seus negócios. Mais do que acompanhar o desempenho das exportações, torna-se necessário compreender tendências globais, antecipar transformações tecnológicas e avaliar como novos mercados podem influenciar as atividades desenvolvidas no Brasil.
Nesse contexto, a aproximação com centros econômicos internacionais, como a China, representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos sobre modelos de produção, inovação e relações comerciais, com possíveis reflexos sobre diferentes segmentos da economia brasileira.
Para Hévilin, a capacidade de adaptação e o planejamento serão cada vez mais determinantes para empresas que desejam crescer de maneira estruturada.
“O mercado está cada vez mais conectado, e decisões tomadas em outros países podem impactar diretamente a realidade de empresas brasileiras. Por isso, conhecer novas possibilidades, acompanhar transformações e avaliar os riscos de cada operação são atitudes fundamentais para quem deseja crescer com segurança”, destaca.
A especialista ressalta ainda que o desenvolvimento empresarial não depende exclusivamente da abertura de novos mercados, mas da capacidade de transformar informações e oportunidades em decisões consistentes, considerando aspectos econômicos, jurídicos e tributários.