João Pessoa, quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Hugo Motta articula frente com Centrão e PT para enfrentar veto do PL na Câmara
20/10/2026 12:36
Redação ON Reprodução

O paraibano Hugo Motta (Republicanos) está no centro de uma articulação que pretende reunir partidos do Centrão e da esquerda para garantir sua permanência na presidência da Câmara. Segundo o Estadão, lideranças de centro e centro-direita intensificaram as negociações diante da resistência do PL à recondução do deputado. A movimentação busca preservar o controle da agenda legislativa, sobretudo se Flávio Bolsonaro (PL) vencer a eleição presidencial.

Motta já conquistou um passo importante: Antonio Brito (PSD-BA) comunicou que não disputará o cargo, abrindo caminho para o apoio do partido de Gilberto Kassab. Na quarta-feira (14), representantes de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e da federação PSDB-Cidadania anunciaram a manutenção do bloco e o apoio à recondução do parlamentar paraibano. O desafio agora é transformar o compromisso das cúpulas em votos das bancadas.

A resistência bolsonarista, porém, permanece. Conforme três líderes ouvidos reservadamente pelo Estadão, Flávio comunicou ao Republicanos que o PL veta Motta por seu apoio à reeleição de Lula e pela proximidade com o Planalto. O senador estaria disposto a apoiar outro nome do Republicanos, como Marcos Pereira, mas o presidente da legenda reafirmou seu compromisso com o paraibano. Com 121 deputados eleitos, o PL terá a maior bancada da Câmara e força para pressionar pela escolha do comando da Casa.

É nesse cenário que o PT pode se tornar um aliado decisivo de Motta. O deputado Rogério Correia (PT-MG) confirmou que uma composição está entre as possibilidades, embora a definição dependa do resultado presidencial. Para o Centrão, manter o paraibano na cadeira significa preservar influência sobre o Orçamento e as votações; para os petistas, a aliança pode impedir que o comando da Câmara fique com o PL. Motta tenta transformar essa convergência de interesses em maioria para continuar à frente de um dos principais postos de poder do País.

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