Dois dias depois do grave acidente com um elevador no Residencial Reserve Altiplano, em João Pessoa, que deixou uma mulher paraplégica e reacendeu o debate sobre a segurança dos equipamentos no condomínio de luxo, a defesa do Grupo GP/Setai voltou a se pronunciar publicamente sobre o caso.
Em nota divulgada na noite desta sexta-feira (15), o advogado Rinaldo Mouzalas afirmou que a construtora está prestando assistência à vítima e às crianças envolvidas no acidente, enquanto aguarda a conclusão das perícias técnicas que deverão apontar as causas da tragédia.
“Antes de qualquer discussão técnico-jurídica, há uma família que merece cuidado, respeito, assistência e privacidade. Independentemente da apuração de responsabilidade, o Grupo GP está prestando auxílio à vítima, inclusive com custeio de despesas médicas não cobertas pelo plano de saúde”, declarou.
O caso, porém, já vinha sendo discutido na Justiça muito antes do acidente da última quarta-feira. Desde janeiro deste ano, moradores e relatórios técnicos apontavam falhas no funcionamento dos elevadores do residencial. Na ocasião, uma decisão judicial chegou a determinar a substituição dos equipamentos após denúncias de problemas recorrentes.
A medida, no entanto, acabou sendo suspensa após recurso apresentado pela própria Setai, sob o entendimento de que ainda não existiam provas técnicas suficientes para justificar a troca imediata dos elevadores.
Agora, após o acidente, a Justiça voltou a agir. Nesta sexta-feira, novos laudos apontando risco iminente nos equipamentos levaram a uma nova decisão determinando a substituição dos elevadores do condomínio.
Durante o pronunciamento, Mouzalas pediu cautela diante das acusações e afirmou que a responsabilidade pelo acidente não pode ser definida apenas com base em vídeos ou repercussão nas redes sociais.
“As causas do acidente não podem ser definidas por vídeos, manchetes ou versões precipitadas. Elas precisam ser apuradas tecnicamente, com análise completa do histórico dos equipamentos”, afirmou.
A defesa também ressaltou que o condomínio foi entregue há quase três anos e argumentou que elevadores dependem de manutenção preventiva permanente para funcionar com segurança.
“Elevador exige manutenção mensal rigorosa, com empresa especializada e acompanhamento contínuo. Reclamar do funcionamento sem comprovar manutenção regular não resolve problema de segurança”, disse o advogado.
Ao final, Mouzalas afirmou que o Grupo GP/Setai seguirá acompanhando as investigações e reforçou que, neste momento, a prioridade deve ser o suporte à família atingida pelo acidente.
“Não estamos aqui para apontar culpa a quem quer que seja. Estamos para afirmar nosso compromisso com a vida, com a segurança, com a verdade técnica e com a solução responsável”, concluiu.
