Neste Dia das Mães de 2026, não vou falar da mãe jogadora de futebol, tema da minha dissertação de mestrado. Não falarei da mãe que gerou, da mãe companheira ou daquela que, em um profundo gesto de amor, adotou uma criança.
Quero falar de como o futebol feminino está cada vez mais cheio de mães, e isso é ótimo. É sinal de que as mulheres não precisam mais escolher entre a maternidade e a profissão dentro das quatro linhas.
Essa mudança vem, em parte, das regulamentações da FIFA, fundamentais para garantir às atletas o direito de serem mães e profissionais, especialmente em países que ainda não oferecem proteção adequada às trabalhadoras gestantes. O mundo não é o Brasil, onde a legislação assegura direitos importantes às empregadas dos departamentos de futebol.
Mas essa transformação também acontece graças ao espaço que as mulheres vêm conquistando como gestoras, treinadoras e integrantes de comissões técnicas. Quanto maior a presença feminina no futebol, mais mães veremos trabalhando no esporte.
E há ainda as mães torcedoras, que levam seus filhos aos estádios para apresentar esse amor incondicional que o torcedor sente pelo seu time. As arenas esportivas estão, felizmente, cada vez mais cheias delas.
Por isso, desejo um feliz Dia das Mães a todas as mães ligadas ao esporte. E, em especial, à dona Edna Maffei Bellini, minha mãe, torcedora que sempre me incentiva a ir aos jogos.