sexta-feira, 3 de julho de 2026
Atletas que ainda vendem pouco
03/07/2026

Me chama a atenção o fato de que, mesmo com o crescimento do futebol feminino, poucas atletas ainda são aproveitadas em ações comerciais. Seja por patrocinadores de clubes e seleções, seja por outras empresas, a presença dessas jogadoras na publicidade continua menor do que poderia ser.

O esporte sempre foi uma importante ferramenta de venda. Mas não vende apenas produtos: vende sonhos, identificação, pertencimento e inspiração. Atletas são referências para torcedores, crianças e jovens que se enxergam nelas e passam a acreditar que também podem ocupar aquele espaço.

Por isso, é curioso perceber que tantas marcas ainda olham pouco para as atletas do futebol feminino. Muitas têm histórias fortes, carisma, talento e conexão real com o público. Ainda assim, seguem fora de campanhas, comerciais, ativações e projetos que poderiam ampliar sua imagem e, ao mesmo tempo, fortalecer as próprias marcas.

A questão não é apenas dar visibilidade, para as atletas. É enxergar oportunidade, de negócios. Quando uma empresa associa sua imagem a uma atleta, ela também se conecta a valores como superação, representatividade, coragem e transformação, que acompanha a todas as atletas.

O futebol feminino precisa de investimento dentro de campo, mas também fora dele. Aproveitar melhor suas atletas em ações comerciais é reconhecer que elas não são apenas jogadoras: são protagonistas, referências e potências de comunicação

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Higor Maffei Bellini é advogado, radicado em São Paulo, defensor dos direitos das atletas do futebol feminino em todo o Brasil.