O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será entrevistado neste domingo (23), às 20h30, no programa Domingo Espetacular, da Record. A conversa, gravada antecipadamente, irá ao ar no mesmo horário do primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, promovido pela Band — encontro do qual o petista não participará.
Na entrevista, Lula comenta as denúncias envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e garante que não pretende interferir no avanço das investigações.
“Todos nós somos obrigados a agir corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa”, afirmou.
Segundo Lula, caberá ao filho responder às acusações e provar sua inocência.
“Meu filho sabe se cometeu erro. Ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, declarou.
Ao tratar do assunto, o presidente fez uma referência indireta ao comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentar proteger familiares e aliados de investigações durante o período em que ocupou o Palácio do Planalto.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se”, disse Lula em trecho antecipado pela Record.
A fala remete à reunião ministerial de 2020 na qual Bolsonaro afirmou que poderia trocar integrantes da área de segurança, chefes e até ministros para evitar que familiares e amigos fossem prejudicados por investigações. O episódio contribuiu para a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
Enquanto Lula estará na tela da Record, ainda que em uma entrevista gravada, o debate da Band acontecerá sem os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas. Além do petista, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também não deve comparecer.
Romeu Zema (Novo) anunciou neste domingo que desistiu de participar. Com isso, o encontro terá as presenças de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), tornando-se um debate esvaziado pela ausência dos principais nomes da disputa presidencial.

