João Pessoa, quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Preso investigado de participar de tortura, sequestro e agressões de professora na Paraíba
03/09/2026 14:48
Ascom/Polícia Civil Ascom/Polícia Civil

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial da 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC) e da Delegacia de Polícia Civil de Serra Branca, cumpriu, nesta quinta-feira (3), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pela prática dos crimes de tortura, sequestro e lesões corporais, em contexto de violência motivada por homofobia, no município de Serra Branca, no Cariri paraibano.

De acordo com as informações, os fatos ocorreram em fevereiro de 2020, quando um professor, à época com 45 anos, foi retirado da própria residência e levado, contra a vontade, para uma área rural do município. No local, a vítima teria sido submetida, por quatro homens, a intenso sofrimento físico e mental, mediante agressões e outras formas de violência, em razão de discriminação relacionada à sua orientação sexual. As agressões provocaram lesões que exigiram atendimento hospitalar e procedimento cirúrgico.

Conforme apurado durante as investigações, o crime teria sido planejado como forma de represália após a divulgação, em redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima. A motivação discriminatória foi considerada no curso das investigações e poderá repercutir na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após as medidas investigativas e judiciais cabíveis, foi expedido mandado de prisão preventiva contra um dos investigados. Com a localização do alvo, as equipes da Polícia Civil realizaram o cumprimento da ordem judicial. O preso foi conduzido à unidade policial para a formalização dos procedimentos legais e, posteriormente, ficará à disposição da Justiça. As investigações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Civil da Paraíba, com preservação da identidade da vítima e das demais informações submetidas a sigilo. A tipificação apresentada é provisória e poderá ser ajustada conforme o avanço das investigações e a análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

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