O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está recebendo inscrições para o mutirão de cirurgias reparadoras de mama promovido pelo Instituto À Flor da Pele. Parceiro da iniciativa, o hospital será a sede da ação na Paraíba, que atenderá mulheres submetidas à mastectomia em decorrência do câncer de mama.
Estão sendo disponibilizadas 40 vagas para avaliação, preenchidas por demanda espontânea. As interessadas devem comparecer ainda nesta semana ao Ambulatório de Mastologia do HULW, levando CPF, documento de identidade, comprovante de residência e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). As consultas serão realizadas na próxima semana.
Após a avaliação da equipe, 16 mulheres serão selecionadas para realizar procedimentos de reconstrução mamária ou de simetrização da mama contralateral. O mutirão de cirurgias ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro, no HULW.
Para participar, a paciente precisa ter concluído o tratamento contra o câncer de mama. Mulheres que ainda estejam em tratamento não poderão realizar a cirurgia de reconstrução neste momento. A equipe também solicitará os exames pré-operatórios necessários, cujos resultados deverão indicar que a paciente está apta para o procedimento.
De acordo com a médica Ana Tereza Uchôa, a ação é aberta a mulheres mastectomizadas, mesmo que não sejam acompanhadas regularmente pelo Hospital Universitário. A orientação é realizar a inscrição ainda nesta semana, para que a equipe possa preencher as 40 vagas destinadas à etapa de avaliação.
Realizado há três anos em João Pessoa, o projeto contará nesta edição com a participação voluntária de 12 profissionais de outros estados, além de mastologistas locais. Também participarão micropigmentadoras, que farão a reconstrução visual dos mamilos e das aréolas de pacientes submetidas às cirurgias no mutirão do ano passado.
A programação será encerrada no dia 8 de novembro com uma caminhada alusiva à iniciativa.
O Instituto À Flor da Pele realiza mutirões de cirurgias reparadoras em diferentes localidades do país. Ao longo das edições do projeto, mais de 220 mulheres que enfrentaram o câncer de mama já foram atendidas. A iniciativa busca contribuir para a recuperação da autoestima e da qualidade de vida das pacientes, considerando os impactos físicos, sociais e emocionais provocados pela doença.

