quarta-feira, 22 de julho de 2026
Delegado e policiais são presos em operação que apura envolvimento com o tráfico de drogas e corrupção
02/06/2026 06:41
Da redação do ON com Ascom/Polícia Civil Ascom/Polícia Civil

A Polícia Civil da Paraíba e o Ministério Público da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagraram, nas primeiras horas desta terça-feira (2), a Operação Perfidus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de tráfico de drogas, corrupção e outros crimes correlatos. O grupo teria atuação estruturada e contaria com a participação de agentes públicos. Na ação foi preso o delegado da Polícia Civil Braz Morrone e também agentes civis.

Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades. Também foram determinadas medidas patrimoniais que resultaram no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões, visando interromper o fluxo financeiro das atividades ilícitas e garantir eventual reparação dos danos causados.

As investigações apontam que integrantes da organização recebiam informações privilegiadas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes para armazenamento e transporte de entorpecentes. De posse desses dados, os investigados realizavam ações clandestinas, utilizando-se da condição funcional e da aparência de legalidade proporcionada pelo exercício da atividade policial.

De acordo com os elementos reunidos durante a apuração, parte das drogas localizadas nessas ações era desviada e posteriormente comercializada de forma ilícita, inclusive dentro do sistema prisional. Os lucros obtidos seriam divididos entre agentes públicos e demais integrantes da organização criminosa.

As investigações também revelaram indícios de manipulação de procedimentos policiais para conferir aparência de legalidade às ações criminosas e dificultar a identificação do esquema. Além disso, foram identificados elementos que apontam para a retirada clandestina de entorpecentes armazenados em unidade policial, oriundos de apreensões regularmente registradas.

Outro aspecto apurado foi o repasse sistemático de informações sigilosas sobre operações policiais a integrantes do tráfico de drogas, o que permitia a frustração de ações repressivas, a evasão de suspeitos e a continuidade das atividades criminosas.

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