João Pessoa, quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Pesquisas e urnas: saiba quais institutos chegaram mais perto no 1º turno
22/10/2026 05:26
Redação ON Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram 56,1 milhões de votos para o senador e 53,9 milhões para o presidente, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Esse resultado permite comparar o desempenho dos institutos na última rodada antes da votação e oferece uma referência para acompanhar as pesquisas do segundo turno.

Entre os seis levantamentos analisados que divulgaram percentuais em votos válidos, o Gerp foi o que mais se aproximou da distância entre os dois candidatos. Na pesquisa publicada em 3 de outubro, apontou Flávio com 46% e Lula com 44%. A vantagem estimada de dois pontos ficou apenas 0,13 ponto acima da diferença registrada nas urnas. Os percentuais individuais também ficaram próximos: 1,03 ponto abaixo da votação de Flávio e 1,16 ponto abaixo da de Lula, dentro da margem anunciada de dois pontos.

A Futura Inteligência também identificou a liderança numérica de Flávio e chegou perto da distância final. Seu último levantamento mostrou o senador com 44,8% e Lula com 42,6%, uma vantagem de 2,2 pontos. A diferença ficou a 0,33 ponto do resultado, embora as estimativas individuais tenham ficado abaixo da votação dos dois candidatos: 2,23 pontos no caso de Flávio e 2,56 no de Lula. A comparação evidencia que estimar corretamente a distância entre os concorrentes não significa necessariamente chegar perto do percentual de cada um.

Datafolha e Quaest apresentavam Lula numericamente à frente. O Datafolha registrou 45% para o presidente, praticamente o percentual obtido nas urnas, mas atribuiu 42% a Flávio, 5,03 pontos abaixo de sua votação. A Quaest apontou Lula com 46% e Flávio com 45%, ficando a 0,84 ponto do resultado do petista e a 2,03 pontos do desempenho do senador. Os dois institutos anunciaram margem de erro de dois pontos percentuais.

A última AtlasIntel antes da votação mostrou Lula com 47% dos votos válidos e Flávio com 44,1%. O percentual do presidente ficou 1,84 ponto acima do resultado, enquanto o do senador ficou 2,93 pontos abaixo, diferenças superiores à margem anunciada de um ponto. Já a CNT/MDA estimou 47,8% para Lula e 42,1% para Flávio. A vantagem de 5,7 pontos atribuída ao petista contrastou com a dianteira de 1,87 ponto conquistada pelo adversário.

Outros dois institutos também mostraram Flávio numericamente à frente, mas exigem uma distinção na comparação. A Palver divulgou 47% para o senador e 43% para Lula em votos totais. Apesar da proximidade entre os 47% e o resultado de Flávio, não se trata da mesma base dos votos válidos utilizados pela Justiça Eleitoral. A Vox Brasil, em levantamento divulgado em 2 de outubro, registrou 41,2% para Flávio e 40,4% para Lula, igualmente em votos totais. Esses números não devem ser colocados diretamente no mesmo ranking dos percentuais válidos.

Para acompanhar o segundo turno, o balanço ajuda a distinguir três aspectos: quem identificou a ordem dos candidatos, quem chegou mais perto da diferença e quem estimou melhor a votação individual. O Gerp se destacou na distância entre os concorrentes, enquanto o Datafolha ficou especialmente próximo do percentual de Lula. Esse retrospecto oferece contexto, mas não garante que o desempenho se repetirá. A leitura das próximas rodadas precisa considerar a base dos percentuais, as datas das entrevistas e as margens de erro, sem tratar pesquisas como resultados antecipados.

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