O empresário Jocélio Costa, proprietário da conhecida rede Bar do Cuscuz, é um dos principais alvos de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A investigação do Ministério Público apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro atrelado à exploração de apostas ilegais. De acordo com as investigações, Jocélio atuaria como sócio oculto da empresa Fartura Premiações e teria, supostamente, utilizado a estrutura física do Bar do Cuscuz para viabilizar a entrega de valores aos influenciadores digitais Hytalo Santos e Israel Natã, que também estão sendo investigados.
A juíza Michelline Jatobá foi quem autorizou os mandados de busca e apreensão, após o entendimento de que há indícios consistentes da atuação de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais. Além do empresário e dos influenciadores, a operação mirou a empresa Bilhete Premiado, além de Cícero Fabiano e Nilson Silva. Em nota, a defesa de Jocélio Costa limitou-se a informar que aguarda o acesso integral aos autos do processo para poder se manifestar formalmente sobre as acusações.
Expansão e os riscos da sociedade
A operação policial chocou o meio empresarial e esportivo da Paraíba devido à forte ligação da marca Bar do Cuscuz com o jogador de futebol Hulk (Givanildo Vieira de Sousa). O atleta entrou oficialmente na sociedade em novembro de 2018, unindo forças com Jocélio Costa — fundador original do estabelecimento em Campina Grande — com o objetivo de capitanear um ambicioso projeto de expansão nacional da franquia, o que levou a marca a abrir grandes unidades em João Pessoa e Recife.
Embora a proximidade com o caso chame a atenção pública, é importante destacar que o jogador Hulk não é alvo da investigação e seu nome não consta nos mandados da operação do Gaeco. No entanto, o episódio joga luz sobre o ambiente corporativo e os riscos reputacionais no mundo dos negócios, onde a vinculação de imagem com parceiros comerciais sob investigação, mesmo sem qualquer indício de cumplicidade ou comprometimento legal do atleta, acaba gerando uma exposição complexa e delicada para figuras públicas de grande projeção.