terça-feira, 21 de julho de 2026
O alerta da Abrasel: bares não podem cobrar ingresso para o jogo do Brasil. É proibido e dá multa!
23/06/2026 06:20
Redação ON Reprodução

Amanhã, quarta-feira, às 19h, o cenário para o jogo entre Brasil e Escócia é simplesmente perfeito. É o ápice do horário de saída do trabalho, o momento ideal em que o torcedor quer largar tudo, correr para o bar ou o butiquim mais próximo e se juntar aos amigos para assistir à Seleção com uma cerveja gelada na mão. Mas atenção, dono de estabelecimento e consumidor: a regra do jogo fora das quatro linhas é rígida e não dá margem para invenções.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) emitiu um alerta contundente que serve de aviso definitivo: é expressamente proibido cobrar ingresso, taxa de entrada ou criar qualquer tipo de “couvert exclusivo” sob o pretexto de transmitir as partidas da Copa do Mundo de 2026. O recado é curto e grosso: a transmissão tem que ser gratuita para quem está consumindo na casa.

Essa proibição não é um mero capricho, mas sim uma imposição legal e comercial pesada. A FIFA é a dona exclusiva dos direitos de imagem da Copa. O regulamento oficial da entidade estabelece que qualquer cobrança de ingresso ou bilheteria para exibir a partida transforma o espaço em uma “Exibição Pública Comercial”, o que exige uma licença especial da própria FIFA que custa uma fortuna. O bar que tenta faturar em cima da transmissão sem autorização comete uma infração grave.

Além disso, pelo Código de Defesa do Consumidor, embutir taxas extras na conta do cliente sem uma contraprestação real de serviço artístico ao vivo — afinal, passar o jogo na TV não é show — é considerada prática abusiva e ilegal. O estabelecimento pode cobrar o que for consumido do cardápio, mas jamais cobrar pelo direito do cliente olhar para a tela da TV.

Para completar o cerco, o uso de marcas oficiais do torneio em peças publicitárias, redes sociais ou cardápios também sofre restrições severas para quem não é patrocinador oficial da FIFA. Colocar o logotipo da Copa ou o desenho da taça no panfleto do bar pode render processos pesados.

A recomendação para os proprietários é focar no que realmente dá lucro legítimo: o volume de vendas de petiscos e bebidas, embalado pela decoração verde e amarela tradicional. Deixe as portas abertas, atraia o público pelo serviço de qualidade e jogue limpo com o torcedor, porque a fiscalização do Procon e das autoridades estará de olho para punir quem tentar transformar a paixão pela Seleção em cobrança indevida.

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