O cantor marcou gerações com sucessos como Champagne e Roberta, vendeu 35 milhões de discos e construiu uma das carreiras mais vitoriosas da música italiana.
O cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri morreu neste sábado (11), aos 86 anos, em Villa Castiglione, na ilha de Capri, no golfo de Nápoles, onde nasceu e viveu. A informação foi confirmada pelo jornal italiano Il Mattino. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido Giuseppe Faiella, Peppino di Capri foi um dos maiores nomes da música italiana do século XX. Ao longo de mais de 60 anos de carreira, vendeu cerca de 35 milhões de discos, gravou mais de 500 músicas e conquistou projeção internacional com clássicos como Champagne, Roberta e Un grande amore e niente mais. O artista completaria 87 anos no próximo dia 27 de julho e deixa os filhos Igor, Edoardo e Dario.
O cantor manteve uma relação especial com o Brasil. Em 2019, apresentou-se em Brasília ao lado de Zizi Possi e declarou considerar o país sua “segunda casa”, elogiando o carinho do público brasileiro e a arquitetura da capital federal.
A última aparição pública de Peppino aconteceu em maio, durante a comemoração dos 90 anos de sua irmã, Margherita.
A carreira artística começou na década de 1950, quando deixou os estudos de piano clássico para formar o Duo Caprese com o baterista Ettore Falconieri. Mais tarde, o grupo deu origem aos Capri Boys, banda influenciada por artistas como Pat Boone e Buddy Holly, que chegou a abrir um show dos Beatles antes de se dissolver no fim dos anos 1960.
Em carreira solo, Peppino di Capri encontrou sua identidade musical ao unir o rock à tradição da música napolitana. Nos anos 1970, venceu duas edições do Festival de Sanremo e uma do Festival de Nápoles, consolidando-se como um dos principais intérpretes da canção romântica italiana e tornando-se referência para diferentes gerações.
O funeral será realizado na tarde deste domingo (12), na antiga Catedral de Santo Stefano, na Piazzetta de Capri.
