Guadalajara, Jalisco. O Estádio Akron vestiu o vermelho e azul da Coreia do Sul. Em plena Jalisco, a torcida mexicana, que já mostrou ao mundo o que é ser apaixonada por futebol, adotou os asiáticos como seus filhos de coração. Nesta sexta-feira, eles não torciam pelos donos da casa – torciam pela Coreia. E o grito de “olé” ecoou, não para os tchecos, mas para os sul-coreanos.
A história do jogo foi escrita com duas palavras: resiliência e virada. A Tchéquia, com seu toque de bola técnico e frio, veio para dominar. O primeiro tempo foi de estudo. A Coreia sentiu o peso da estreia, mas Son – o craque, a esperança – tentava. Kovar, do outro lado, impunha respeito. Até que a Tchéquia calou o Akron. Aos 13 minutos do segundo tempo, Krejci cabeceou. 1 a 0. O silêncio ensaiou tomar conta das arquibancadas. Mas era só ensaio.
A torcida mexicana não deixou. A Coreia respondeu com a alma. Inbeom, aos 22, tratou de igualar o placar com uma pintura. E o “olé” voltou. Depois, aos 35, Hyeongyu apareceu na cara do gol. Virada. 2 a 1. A Coreia do Sul, adotada pelo México, fez o impossível: virou o jogo em plena casa adversária. Mas a emoção não terminou ali. Nos acréscimos, o goleiro Seunggyu, com duas defesas milagrosas, vestiu a capa de herói. Ele não deixou a Tchéquia levar o empate. Ele não deixou a alegria escapar.
O placar final: 2 a 1. Coreia do Sul vence. E o México, que também venceu a África do Sul na abertura, agora sabe: na próxima quinta-feira, enfrentará não um adversário, mas um irmão de torcida. A Copa de 2026 mal começou e já deu um show de emoção.