sexta-feira, 5 de junho de 2026
Tropeços de França e Espanha mostram que não existem invencíveis na Copa do Mundo
04/06/2026

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, dois resultados inesperados serviram para lembrar uma velha lição do futebol: não existe favorito imbatível.

A França, apontada por muitos especialistas como uma das principais candidatas ao título mundial, foi derrotada por 2 a 1 pela Costa do Marfim em pleno território francês. Já a Espanha, outra seleção constantemente apontada entre as favoritas, ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Iraque no último amistoso antes do embarque para a competição.

É verdade que amistosos não têm o mesmo peso de uma partida oficial. Técnicos fazem experiências, administram elenco e muitas vezes o foco está mais na preparação do que propriamente no resultado. No caso espanhol, vários titulares sequer estiveram em campo. Ainda assim, os placares ajudam a desmontar a ideia de que França e Espanha chegam à Copa como máquinas perfeitas e incapazes de sofrer acidentes de percurso.

Os reflexos foram imediatos. Os dois tropeços alteraram o ranking da FIFA e devolveram a liderança à Argentina sem que os argentinos precisassem entrar em campo. A derrota francesa custou pontos preciosos aos atuais campeões mundiais, enquanto o empate espanhol impediu uma ascensão maior da Fúria.

A lição vale também para o Brasil. A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá foi recebida com certa indiferença por parte da torcida e da crítica. Afinal, vencer um adversário tecnicamente inferior seria apenas obrigação. Mas os resultados desta quinta-feira mostram que nem sempre é tão simples assim.

Quando seleções tradicionais derrotam equipes mais fracas, o resultado costuma ser tratado como algo natural. Quando empatam ou perdem, a repercussão é enorme. França e Espanha acabam de comprovar isso.

Neste sábado, o Brasil faz seu último amistoso antes da Copa diante do Egito, outro adversário considerado acessível. Se vencer, provavelmente ouvirá que apenas cumpriu seu papel. Mas, diante do que aconteceu com franceses e espanhóis, talvez seja hora de reduzir um pouco o nível das cobranças.

Porque, no fundo, todas as seleções entram na Copa carregando as mesmas dúvidas. Algumas apenas conseguem escondê-las melhor do que outras.

Os amistosos desta semana mostraram exatamente isso: os favoritos continuam favoritos, mas estão longe de ser invencíveis. E numa Copa do Mundo, essa costuma ser uma diferença gigantesca.

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