Que Carlos Bilardo era técnico da vitoriosa seleção da Argentina todo mundo sabe. Poucos sabem, entretanto, que ele proibiu seus jogadores de comerem frango porque tratava-se de um símbolo de covardia e dava azar.
Em 1986, a caminho de uma partida, o ônibus quebrou e os jogadores seguiram em taxis. O time venceu e a partir de então a seleção argentina só ia aos compromissos em taxis. Antes disso, quando ainda utilizavam o ônibus, Bilardo regulava a velocidade do veículo de forma a chegar sempre na mesma hora às portas do estádio Azteca, na cidade do México. O método era incrível; tirava do bolso uma velha fita cassete e inseria no toca fitas do ônibus, de tal forma que a chegada ao destino tinha que coincidir com o final da música. Porém o supra sumo ocorreu quatro anos depois na Copa da Itália. O técnico argentino viu uma noiva no saguão do hotel onde estavam hospedados e obrigou os 22 dois jogadores da seleção a cumprimenta-la. No dia seguinte a Argentina derrotou o Brasil por 1 a 0.
Naquela mesma Copa o famoso goleiro Goycochea exagerou no consumo de água porque fazia um calor infernal. Com o empate no tempo normal a disputa foi para os pênaltis e o goleiro estava muito apertado, porém não dava tempo de ir ao banheiro. Os jogadores fizeram um círculo e ele urinou no gramado. Em seguida deu um show, agarrando dois pênaltis e garantindo a vitória da Argentina sobre a poderosa Iugoslavia. A partir daquele dia a seleção argentina incorporou mais um ritual; em todas as partidas o time arrodeava Goycochea para que ele fizesse seu abençoado xixi no gramado.
Para que não se pense que as superstições são só dos jogadores argentinos, deve ser registrado que Sir Alex Ferguson, técnico do Manchester United, mascava sempre o mesmo chiclete e guardava aquela porcaria para o jogo seguinte. Em 2013 a Premier League leiloou o tal chiclete. O russo Lev Yashin, único goleiro a ganhar o troféu Bola de Ouro, tinha uma superstição sui generis. Antes de cada partida, enquanto os colegas faziam alongamentos e aquecimento, ele fumava um cigarro e tomava um copo de vodca. E ainda assim tornou-se o famoso “Aranha Negra”.
Se vocês têm interesse no tema sugiro que pesquisem na internet e não deixem de ler “Futebol lado B”, do meu colega Ariel Palácios. Porém não esqueçam de procurar informações sobre a igreja Maradoniana.
Uma cousa!