Enquanto a Seleção Brasileira entra em campo com medo da própria sombra, fazendo criança chorar, adulto rezar e torcedor conversar sozinho com a televisão, aparece um dirigente do futebol nacional acusado de levar duas amantes para os Estados Unidos, usando cartão corporativo da CBF.
Aí é demais até para quem já viu cartola vender esperança em pacote de ingresso caro. O sujeito ganha bem, viaja de primeira, come do bom e do melhor, mas ainda assim não resiste à velha tentação de transformar mordomia pública em farra particular.
É o famoso espírito de vantagem: se tem cartão, passa; se tem brecha, entra; se tem Copa, leva a raparigagem. Enquanto o Brasil sofre dentro de campo, tem gente fazendo tabelinha fora dele. E o pior: sem precisar de VAR para confirmar a vergonha.
