Quando Shakespeare cunhou o imortal verso: “Se a música for o alimento do amor, continue tocando” em Noite de Reis, será que ele imaginava a verdade atemporal que estava a declarar? Acontece que, séculos depois, o Bardo acertou em cheio. A música não é apenas uma trilha sonora para as nossas vidas; ela é, para muitas pessoas, o afrodisíaco supremo, superando de longe as promessas das ostras, do chocolate amargo ou até mesmo do vinho.
A melodia e o ritmo têm um poder incrível de nos transportar e nos colocar “no clima”. Mas o seu papel vai muito além do flerte inicial. A música é uma poderosa aliada para silenciar o ruído mental que insiste em invadir os momentos de intimidade. Sabe aquele instante em que você está com a sua pessoa especial, mas a sua cabeça insiste em lembrar da porta da frente que talvez tenha ficado destrancada, ou do e-mail ríspido do seu chefe?
A Trilha Sonora Contra a Distração
É aí que a magia acontece. Da próxima vez que o “modo preocupação” tentar sabotar a sua transa, não se esforce para afastar os pensamentos intrusivos. Em vez de tentar uma ginástica mental para se concentrar, basta colocar uma música.
Não há regras, nem playlist pré-determinada para o desejo.
O que te excita é o que importa. Se é um concerto de música clássica que acende a sua chama, que assim seja. Se você é fã de pop — e por aí andam muitos Swifties e apreciadores do Ed Sheeran que o digam — aumente o volume. E se a sua onda for um hard rock intenso, não hesite. O importante é que o som escolhido te ajude a ancorar no momento, a silenciar a voz da razão e a sintonizar-se com a sua #SemVergonha interior.
Deixe a música ser a sua ponte para o prazer.
