domingo, 25 de janeiro de 2026
O incrível caso da atriz que acabou o casamento porque o marido era viciado em sexo
09/01/2026

Aconteceu em Hollywood, mas o enredo é familiar em qualquer canto do mundo. A atriz Leven Rambin, conhecida por seus papéis em Jogos Vorazes e na série Fire Country, usou as redes sociais nesta semana para fazer um desabafo — o famoso “exposed” — sobre o fim de seu relacionamento. A acusação? Traições em série justificadas pelo parceiro como “vício em sexo”.

O vídeo de Rambin toca em uma ferida aberta nos relacionamentos modernos: até onde vai a compreensão com a dificuldade do outro e onde começa a nossa própria autopreservação?

Ao expor a situação, a atriz trouxe à tona o termo “vício em sexo”, ou transtorno hipersexual, como é conhecido clinicamente. É um tema que merece ser tratado sem vergonha, mas com muita atenção. A compulsão sexual é real e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela se caracteriza não por uma libido alta ou por gostar muito de sexo — o que é saudável e maravilhoso —, mas pela perda total de controle, onde o sexo se torna uma ferramenta de escape que traz prejuízos à vida pessoal, profissional e afetiva.

No entanto, o caso de Leven nos convida a uma reflexão importante: o diagnóstico (ou a autodeclaração) de um vício não pode servir como um “habeas corpus” para a falta de responsabilidade afetiva.

Muitas vezes, em consultórios e terapias de casal, vê-se o termo sendo banalizado como uma cortina de fumaça para encobrir a deslealdade. Existe uma diferença gigante entre alguém que luta contra uma compulsão e busca tratamento, e alguém que utiliza essa narrativa apenas quando é descoberto, para minimizar a dor causada ao parceiro.

O sexo deve ser um espaço de troca, prazer e conexão. Quando ele vira motivo de mentira, risco à saúde do casal e sofrimento unilateral, a “leveza” sai de cena e entra a necessidade de limites.

O desabafo de Leven Rambin serve de alerta. Se o sexo está controlando a vida de alguém a ponto de destruir a confiança de quem está ao lado, o caminho é buscar ajuda profissional — terapeuta, psicólogo, psiquiatra. Para quem fica, o recado da atriz foi claro: entender o problema do outro é nobre, mas isso não significa aceitar ser ferido no processo.

Afinal, a melhor parte da vida a dois (ou a três, ou a sós) é o prazer com consentimento e respeito. Sem isso, não há romance de cinema que se sustente.

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Sem Vergonha
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Essa não é uma coluna pornográfica – longe disso. O casal João e Maria vai falar falar sobre sexo com respeito, leveza e sem rodeios, abordando os temas que fazem parte da vida de todas as pessoas, casais, homens e mulheres. Escreva pra nós: redacao@onorteonline.com