João Pessoa, sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Carros híbridos confundem consumidores na hora da escolha de um modelo mais econômico, de maior desempenho…
17/09/2026

O novo mundo das alternativas energéticas do setor automotivo tem provocado muita dúvida no mercado e confundido os consumidores quanto ao que pretendem comprar, seja por evolução, desejo de economia e de desempenho ou curiosidade mesmo… Além dos modelos a combustão, que a cada dia oferecem novas alternativas, e dos elétricos, que viraram uma espécie de “febre”, há os modelos híbridos, “considerados” os mais eficientes na atualidade.

Caoa Chery Tiggo 5X HEV

Mas o consumidor sabe mesmo o que é um modelo híbrido, quais as suas vantagens e desvantagens, se existem diferenças entre um e outro? Muitas vezes ele só vai saber mesmo, e comemorar ou se arrepender, quando já tiver investido e ficado “preso” à opção escolhida. Então, atenção às entrelinhas e não se deixe levar apenas pela emoção.

Fiat Pulse e Fastback MHEV

Os modelos híbridos são, na verdade, divididos em quatro categorias: híbrido leve (MHEV), híbrido pleno (HEV), híbrido plug-in (PHEV) e ultra híbridos (R-EV), esta última para modelos conhecidos como elétricos com extensor de autonomia. Mas, e aí, o que significa cada uma dessas siglas e quais as suas vantagens e desvantagens?

MHEV – Começando pela tecnologia mais básica, os modelos híbridos leves são os equipados apenas com um pequeno motor elétrico que ajuda o motor a combustão nas arrancadas e retomadas. Um alternador entre 12V e 48V inteligente que “dá uma forcinha” no desempenho, melhorando um pouquinho o consumo de combustível e quase sem impacto ambiental. 

Jeep Renegade MHEV

Audi Q8 MHEV

Entre os modelos com essas características estão as versões do Fiat Pulse e Fastback, Jeep Renegade, Kia Stonic e Sportage, Peugeot 2008 e 208, Audi Q8 e vários Caoa Chery Tiggo e Arrizo. É importante lembrar que nos híbridos MHEV o motor a combustão não para de funcionar e que o modelo, em momento algum, será movido a energia. 

HEV – Os modelos híbridos plenos, os que primeiro começaram a chegar ao mercado brasileiro, são os que podem andar somente no modo elétrico em curtas distâncias e em velocidades limitadas, principalmente nas cidades. O modo de locomoção é definido pelo “pé” do motorista e como grande vantagem é que, no anda e para urbano ele recarrega a bateria, tanto com a frenagem como em algumas fases do funcionamento do motor.

Honda Civic HEV

Como grandes vantagens, esses modelos não precisam ser ligados a corrente elétrica para recarregar a bateria. Em algumas situações, o carro pode estar em uma velocidade constante numa rodovia e o motor a combustão não estar tracionando as rodas do carro, e sim gerando energia para a bateria. Somente quando precisar de força, o propulsor passa a ser exigido.

Ford Maverick HEV

Como exemplos desse modelo, existem, além do precursor Toyota Prius, os Honda Civic HEV, CR-V e Accord HEV, GWM Haval H6 HEV, Omoda 5 e Jaecoo 5, Ford Maverick Híbrida e os Caoa Chery Tiggo 5X HEV, Tiggo 7 Pro híbrido e Arrizo 6 Pro. Como vantagem, oferecem grande autonomia e não precisam ser plugados em tomadas de energia para recarregar. Mas os preços são mais altos que as médias de mercado para outros modelos.

PHEV – Esses são os híbridos plug-in, que precisam ser ligados a pontos de recarga e possuem uma bateria maior, que permite uma melhor autonomia com o modo elétrico. Se o motorista mora em casa e tem placas solares, pode utilizar o carro prioritariamente com energia na cidade, com um custo muito baixo para o modo energético que utiliza.

BYD King PHEV

O motor a combustão e o sistema de freios regenerativos também geram energia para a bateria, mas não conseguem recarregá-la integralmente dada à sua grande capacidade. Mas, como características, pesam a favor a extrema economia na cidade e desempenho melhor que a média. Já os contra são a maior complexidade do sistema e a possibilidade de um maior custo de manutenção a longo prazo.

GWM Haval H6 PHEV

Exemplos são os BYD King, Song Pro, Song Plus e Shark; os Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV; o Jaecoo 7; os GWM Haval H6 (com versões PHEV19 e PHEV34, com tamanho da bateria diferentes), Haval H7 e Tank 300; os Volvo XC60 (versão Recharge) e XC90; Jeep Compass 4xe e BMW 330e.

R-EV – Os ultra híbridos são os modelos elétricos com extensor de economia, que chamam atenção pela grande autonomia elétrica, mas que conta com o motor a combustão apenas para gerar energia para as baterias que tracionam o carro.

Lepmotor C10 R-EV

O modelo pode, e deve, ser carregado em pontos elétricos, mas não sofre a ameaça de ficar parado caso não consiga ser plugado. Como motor a combustão, ele gera a energia para que continue “ativo”. Assim, o motorista vive a experiência de dirigir sempre um carro com características de elétrico, mas o risco ou o medo de fica parado por “falta de combustível”.

Como exemplos de modelos com essa tecnologia existem os Li Auto L6, L7, L8 e L9; Aito M5, M7 e M9; Leapmotor C10, C11 e C16, Deepal S07, L07 e G318; Mazda MX-30 R-EV e Mazda 6 R-EV; Voyah Free; RAM 1500 Ramcharger; Scout Terra e Scout Traveler; Avatr 11 e Avatr 12; BMW i3 REx e Chevrolet Volt.

Mazda MX-30 R-EV

Assim, é possível escolher um modelo híbrido que se adapte ao seu estilo de vida, condições econômicas e preferência de tecnologia. Há modelos que privilegiam um melhor desempenho urbano, outros que são melhores na estrada, os que oferecem grande autonomia e também os que unem características diversas. Tudo no entanto, depende de questões financeiras e de infraestrutura à disposição de cada consumidor.

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