MÃE…
10/05/2026

Todo Dia das Mães é sempre a mesma coisa, só que de forma diferente – se é que você me entende.

Todos os dias lembro da minha Mãe e agradeço por não sentir saudade, que é um sentimento ruim, a ser evitado.

Me lembro de Dona Geni cuidando dos quatro filhos com muita garra e dedicação. Nos domingos, dia de missa, minha mãe me dava banho e me vestia com a melhor roupa, aquela que mais assentava aos meus 6 anos esgalgado.

No Curral Velho tinha muitas fruteiras e um dia subi em uma goiabeira para tirar uma goiaba e Horácio, meu irmão caçula, viu e começou chorar pedindo a minha goiaba e minha mãe me fez dar o fruto a ele.

Pela primeira vez tive o sentimento de raiva e foi horrível porque me deu vontade de esganar meu irmão e dizer a mamãe que não ia dar a goiaba a Horácio, mas obedeci.

Depois eu cresci e queria estudar em João Pessoa. Ela foi contra. Meu pai entrou no meio da conversa e sentenciou: “Geni o menino vai estudar em João Pessoa porque nós não vamos criar nossos filhos como eu e você, analfabetos”.

Cresci e fiz muitos amigos e minha mãe gostava de todos eles, mas tinha um carinho especial pelo Mago Erivaldo e Nego Dão, que considerava meus irmãos. O que esses dois aprontaram com minha mãe, nem ralado no asfalto eles pagam.

Tempos depois eu casei e levei minha filha Mariana Petit para conhecer os avós. Quando viu a neta ela começou chorar e constranger Gorete Brito, minha mulher, dizendo: “É a cara de José quando era pequeno”.

Agradeço pela mãe que tive. Uma mulher alegre, exímia dançarina, boa cantora – adorava cantar músicas de Dolores Duran.

Estamos todos bem, Dona Geni…

Screenshot

canal whatsapp banner

Compartilhe:
sobre
Zé Euflávio
Zé Euflávio

Zé Euflávio é um dos jornalistas mais respeitados da Paraíba, com passagens também pelo Correio Braziliense.