
Meu pai Antônio de Jesus Carvalho, Antônio Horácio ou simplesmente Uranta, como o chamavam seus amigos, encantou-se há 34 anos. Vou aproveitar a data para lhes contar uma história.
Eu era editor do jornal O Rio Branco, no Acre. E vivia um drama com os (as) repórteres. Tinha muita desculpa e todos tinham problemas para justificar as faltas. Era um inferno.
No dia 27 de abril de 1992, uma segunda-feira como hoje, fiz uma reunião com todos para tentar resolver a questão. O telefone tocou e uma moça disse que era urgente da Paraiba.
Fui lá atender e do outro lado da linha estava Gorete Brito, que me contou da morte do meu pai. Na hora a ficha não caiu. Voltei pra reunião e disse:
“Problema todos nós temos. Eu, por exemplo, acabei de saber que meu pai faleceu. Mas, a vida vai continuar”, falei. Depois, comecei pensar e chorei muito.
Quem perde o pai segue no mundo como um cego sem seu guia, como alguém procurando a luz na escuridão do Paraíso. Meu pai era um homem bom, inteligente, trabalhador, alegre e de muitos amigos.
Desde o Curral Velho era como a Santíssima Trindade, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Estamos bem, Senhor Uranta.
