quinta-feira, 30 de julho de 2026
Itália à beira da repescagem mostra como é duro se classificar para a Copa na Europa
14/11/2025

Enquanto a Itália – quatro vezes campeã do mundo – volta a viver drama nas Eliminatórias, o Brasil atravessou a sul-americana como quem caminha numa esteira lenta. A Azzurra, ausente das Copas de 2018 e 2022, está novamente à beira do precipício: precisa vencer a Noruega na rodada final para tentar o primeiro lugar do grupo e evitar mais uma repescagem. Mas o cenário é quase cruel. A Noruega soma 21 pontos, está 100% na competição e carrega um saldo de gols de 29, contra apenas 12 da Itália. Mesmo vencendo no San Siro, a missão de reverter essa diferença beira o impossível. Na Europa, tradição não abre porta nenhuma.

O contraste com a América do Sul é gritante. As Eliminatórias por aqui já terminaram e o Brasil se classificou mesmo jogando um futebol de quinta categoria. Em qualquer outro continente, correria riscos sérios. Aqui, não. O formato atualizado deixou tudo ainda mais fácil: antes eram apenas quatro vagas diretas; agora são seis, além de uma repescagem. Ou seja: o caminho ficou ainda mais pavimentado para quem não entrega grandes atuações, como foi o caso da Seleção.

A lição europeia, porém, continua válida: Copa do Mundo não recompensa passado, escudo ou nostalgia. A Itália está aí para provar que camisa pesada não sustenta campanha irregular. Se o Brasil quiser voltar a disputar um título mundial, terá que jogar muito mais do que mostrou nas Eliminatórias — porque no Mundial, ao contrário da América do Sul, ninguém se classifica no piloto automático.

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