Neste sábado fui fazer uma comida para Indira Petit, minha filha, que mora longe, e lá encontrei com Maria Gorete Brito e ela me contou histórias da criação do Maior São João do Mundo, em Campina Grande. O ano é 1983 do século passado. Gorete era diretora da Rádio Correio na cidade.
Madrugada alta, Ronaldo chega à barraca de Pádua Pombo e Luísa, dois estudantes recém casados e tentando ganhar a vida. O ambiente era de muita lama e chovia muito àquela Madrugada.
Ronaldo levantou-se da mesa, deu uma olhada em torno de 360 graus e profetizou: “vou fazer aqui o Maior São João do Mundo”. Depois chamo todos para um café da manhã na Praça da Bandeira.
Ronaldo, além de poeta, era bom marqueteiro. E sabia onde se metia. Chamou Gorete, que era diretora da Rádio, Valdo Tomé, Geovaldo Carvalho, João Dantas, a jornalista Ridismar Morais e outros. Não deu outra: no domingo seguinte os jornas, rádios e tvs não falaram em outra coisa. A principal notícia foi o sucesso do lançamento do São João de Campina. E o poeta fez verso: “grande festa nordestina, forró a cada segundo, vamos fazer em Campina o Maior São João do Mundo”, disse, como a antever o que vemos hoje.
E o poeta viu à frente: anunciou a criação do Parque do Povo. Três anos depois, em 1986, a obra era inaugurada com versos de Ronaldo.
Depois outros prefeitos vieram. Cada um, à sua maneira, contribuiu com o São João do Mundo. Mas João Dantas e Cléa Cordeiro tiveram papel de proa. O Sítio São João que o diga.
Campina, do alto serra, só não chega aos Céus por orgulho de ser da terra.
