quinta-feira, 30 de julho de 2026
Briga de gigantes: Globo e Netflix lideram guerra milionária pela Libertadores
11/10/2025

Uma briga boa à vista. Globo e Netflix estão à frente da nova guerra milionária pelos direitos da Libertadores, lançada nesta semana pela Conmebol. A entidade abriu oficialmente o leilão para definir quem vai transmitir a Libertadores, a Sul-Americana e a Recopa no próximo ciclo, de 2027 a 2030.

O processo é conduzido pela agência FC Diez Media, com supervisão da consultoria Ernst & Young, e promete ser o maior embate do mercado de mídia esportiva da década. Além da Globo e da Netflix, estão na disputa Record, SBT, Band, Disney, Paramount, Amazon e CazéTV — um cardápio que mistura as gigantes tradicionais da TV com as potências do streaming e as novas plataformas digitais.

A Conmebol quer aumentar o alcance global de seus torneios e transformar a Libertadores em um produto híbrido, que circule com a mesma força na televisão, nas redes e nos serviços sob demanda. E dinheiro não vai faltar: os valores envolvidos ultrapassam os US$ 1 bilhão em todo o pacote.

A guerra que já tem história

A nova disputa reabre uma ferida antiga. A Globo, que por décadas foi dona absoluta dos direitos da Libertadores, perdeu o torneio em 2020 — e viu o SBT se tornar o novo rosto da competição. A emissora carioca rompeu unilateralmente o contrato com a Conmebol durante a pandemia, alegando desequilíbrio financeiro e o impacto da alta do dólar.

Com o rompimento, a Conmebol colocou os direitos de volta no mercado, e o SBT deu o bote: comprou o pacote de TV aberta e exibiu as edições de 2020 a 2022. Foi um sucesso. O canal de Silvio Santos surfou em finais históricas — Palmeiras x Santos (2020) e Palmeiras x Flamengo (2021) — e chegou a bater a Globo em audiência.

A resposta veio em 2022, quando a Conmebol abriu nova licitação para o ciclo 2023–2026. Desta vez, a Globo não vacilou: apresentou uma oferta mais alta e retomou o torneio. Teve que ceder em alguns pontos, como exibir os patrocinadores oficiais da Conmebol, mas garantiu exclusividade na TV aberta e reconstruiu o elo com o público.

Enquanto isso, o SBT ficou com a Copa Sul-Americana, mantendo o pé na bola continental, mas com um torneio de menor apelo.

Seja qual for o resultado, uma coisa é certa: a Libertadores virou o maior troféu fora de campo do futebol sul-americano. E a guerra pelo controle do microfone promete ser tão quente quanto a batalha dentro das quatro linhas.

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