quarta-feira, 24 de junho de 2026
Blaze: Neymar e Virginia entram na mira do MP em investigação sobre publicidade de bet
22/06/2026

Eu ainda estava na rua, tentando cumprir a tal pendência da tarde sem ser atropelada por mais uma maluquice de Brasília, quando apareceram NeymarVirginia Fonseca e Blaze no mesmo documento do Ministério Público. Parei na hora. Porque quando a fofoca junta craque da Seleção, rainha dos stories e casa de apostas investigada, não é publi, é novela com carimbo jurídico.

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou à Blaze, oficialmente registrada como Foggo Entertainment LTDA, cópias integrais dos contratos de publicidade firmados com Neymar Jr. e Virginia Fonseca. O pedido integra um inquérito civil público que investiga supostas práticas abusivas da plataforma contra consumidores.

Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, os promotores querem acesso aos contratos completos, incluindo cláusulas relacionadas às campanhas publicitárias e às diretrizes de marketing fornecidas aos influenciadores. Um dos pontos que chamou atenção dos investigadores é o eventual uso da expressão “renda extra” em ações promocionais da plataforma.

Até o momento, nem Neymar nem Virginiasão investigados. O foco da apuração está exclusivamente na atuação da empresa. Entre os pontos analisados pelo Ministério Público estão denúncias de retenção indevida de valores, bloqueios arbitrários de contas, cláusulas contratuais consideradas abusivas, exigências excessivas de rollover, falhas em políticas de jogo responsável, tratamento inadequado de dados pessoais e possíveis práticas de publicidade enganosa.

Um dos aspectos mais sensíveis da investigação envolve a suspeita de que influenciadores possam ter recebido remuneração vinculada às perdas dos apostadores. Segundo informações que constam na apuração, haveria indícios de contratos baseados em métricas relacionadas ao desempenho financeiro da plataforma, hipótese que, se confirmada, poderia entrar em conflito com regras estabelecidas pelo Ministério da Fazenda para o setor de apostas.

O Ministério Público também analisa dados relacionados ao chamado Gross Gaming Revenue (GGR), indicador utilizado para medir a receita das empresas de apostas. Levantamentos citados na investigação apontariam um GGR estimado em cerca de R$ 600 milhões para a plataforma em 2025. Com base nesses números, foi calculada uma estimativa de dano moral coletivo de R$ 120 milhões.

Além dos contratos publicitários, a Blazedeverá fornecer informações detalhadas sobre os critérios utilizados para abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, incluindo procedimentos internos de análise e formas de comunicação adotadas com os consumidores.

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