Os documentos encaminhados pela Polícia Civil à Justiça revelam como a investigação passou a enxergar a morte do empresário Rubens Fernandes da Costa Filho, o Rubinho, ocorrida durante a festa Soul João, em Lagoa Seca. Nos autos que embasam o pedido de prisão preventiva, a autoridade policial sustenta que o crime teve motivação passional e teria sido precedido por uma sequência de desentendimentos iniciados ainda dentro do evento.
Segundo os depoimentos reunidos pela investigação, uma mulher identificada como Larissa Maria Leal de Freitas aparece nas declarações de testemunhas como personagem central dos atritos que antecederam a confusão. Um dos relatos aponta que ela teria chamado a atenção da vítima em determinado momento da festa. Outra testemunha afirmou que a discussão começou após ofensas dirigidas por Larissa a uma mulher próxima a Rubinho.
A partir da confusão, os autos indicam que Christian Medeiros Veiga Dantas Costa, atual companheiro de Larissa, passou a se envolver diretamente nas agressões registradas no local. Além do homicídio qualificado de Rubens, ele é investigado por lesões corporais contra outras duas pessoas. A Polícia Civil informou ainda que uma pistola Taurus calibre 6.35 foi apreendida e que o suspeito foi autuado em flagrante.
Na representação enviada ao Judiciário, a autoridade policial sustenta que a vítima foi atingida por disparos já na área externa da festa e classifica o crime como praticado por motivo fútil e sem possibilidade de defesa. Embora citada nos depoimentos como peça importante para a compreensão dos fatos, Larissa Maria Leal de Freitas não figura como presa no auto de flagrante. O pedido de conversão da prisão em preventiva tem como alvo apenas Christian Medeiros Veiga Dantas Costa, apontado pela investigação como autor dos disparos.