João Pessoa, domingo, 25 de outubro de 2026
Zanin amplia votação até as 19h; crise dos ônibus acirra tensão na Paraíba
25/10/2026 17:16
Redação ON Reprodução

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h deste domingo (25), pelo horário de Brasília, após denúncias de dificuldades no transporte de eleitores — inclusive na Paraíba. Em João Pessoa, os relatos de falta de ônibus e veículos passando sem parar nos pontos ampliam uma polêmica que tende a marcar o ambiente político paraibano mesmo depois do fechamento das urnas.

A decisão atende a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acrescenta duas horas ao prazo de votação em todo o país. A equipe jurídica argumentou que os problemas de deslocamento comprometiam a igualdade entre os eleitores. As denúncias apresentadas pela coligação abrangiam localidades de pelo menos dez estados.

Na capital paraibana, a crise colocou sob cobrança a Prefeitura e a Semob-JP, responsável pela fiscalização do transporte coletivo. O governador Lucas Ribeiro informou que procurou o prefeito Léo Bezerra e acionou o TRE-PB. O Ministério Público também recebeu reclamações sobre o transporte na capital e em outros municípios, encaminhando os relatos aos promotores eleitorais.

A repercussão ganhou dimensão nacional quando Lula citou João Pessoa entre as cidades com obstáculos ao deslocamento dos eleitores e afirmou que pretende pedir a prisão de prefeitos envolvidos em possíveis crimes eleitorais. No cenário local, a postagem posteriormente apagada pelo superintendente Marcílio do HBE, com um caixão vermelho e a inscrição “Fora Lula”, acrescenta tensão à cobrança por explicações, embora não comprove participação em eventual boicote.

A Prefeitura afirmou que colocou os veículos à disposição dos eleitores, determinou a apuração dos atrasos e prometeu punir abusos. Já o sindicato das empresas atribuiu as dificuldades ao trânsito intenso e à lotação. A extensão do horário oferece mais tempo para votar, mas permanece a cobrança por esclarecimentos sobre as falhas denunciadas e a responsabilidade de empresas e gestores.

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