Lula (PT) apresentou maior crescimento proporcional, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) acrescentou mais votos em números absolutos no levantamento parcial de 11 países e territórios da Ásia e da Oceania. A comparação entre os dois turnos, calculada a partir dos resultados publicados por localidade, mostra o petista passando de 10.905 para 14.629 votos, alta de 34,15%. O senador avançou de 27.848 para 32.870, crescimento de 18,03%.
Em votos adicionais, Flávio levou vantagem: ganhou 5.022, contra 3.724 de Lula. Com isso, a distância entre os candidatos nesse conjunto de localidades aumentou de 16.943 para 18.241 votos. O Japão teve peso decisivo nesse movimento: o senador acrescentou 3.937 votos no país, enquanto o presidente somou mais 1.864. Na Austrália, o crescimento absoluto foi maior para Lula: 1.455 votos adicionais, contra 886 do adversário.
Uma parcela expressiva do eleitorado no exterior, porém, permanece fora desse retrato. O recorte não inclui Estados Unidos, Portugal, Canadá e outros grandes colégios europeus, como Alemanha, Espanha, Reino Unido, Itália e França. Apenas Estados Unidos e Portugal reúnem aproximadamente 400 mil eleitores aptos, cerca de 44% do eleitorado brasileiro no exterior. Esse contingente representa pessoas habilitadas a votar, e não votos necessariamente depositados nas urnas.
Os números utilizados são de boletins de urna reunidos em publicações da manhã deste domingo (25), e não de uma totalização completa do exterior. A entrada dos resultados das Américas e da Europa pode alterar tanto a liderança na soma dos votos quanto a comparação do crescimento dos candidatos entre os turnos.