Em 2025, a internet era utilizada em 93,3% dos domicílios paraibanos, de acordo com o módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), divulgado nesta quinta-feira (02). As informações divulgadas pelo IBGE apontam que a proporção paraibana superou a observada na média do Nordeste (92,7%) e ficou próxima da média nacional (95%).
Em números absolutos, a internet estava presente em cerca de 1,4 milhões de domicílios no estado. Desde o início da série histórica, em 2016, quando o indicador era de 62,1% (766 mil domicílios), houve um avanço de 31,2 pontos percentuais. O crescimento foi consistente ao longo de todos os anos: em 2017, eram 69,2%; em 2018, 73,9%; em 2019, 78,3%; em 2020, 84,3%; em 2021, 87,7%; em 2022, 87,9%; em 2023, 90,2%; e em 2024, 91,8%. Em 2025, a Paraíba atingiu o maior percentual da série.
Apesar do avanço, o percentual registrado na Paraíba em 2025 foi o 21º maior oitavo menor do país. No topo do ranking nacional, estão o Distrito Federal (98,2%), Santa Catarina (97,1%) e Mato Grosso (97,0%). Entre os estados nordestinos, a Paraíba (93,3%) ficou abaixo de Rio Grande do Norte (94,4%) e de Sergipe (93,5%). e Piauí (92,5%). Entre os estados com os menores percentuais do país, destacaram-se o Acre (90,7%) e o Maranhão (92,1%).
Nos domicílios paraibanos em que havia utilização da internet, o tipo de conexão mais comum era a banda larga fixa, presente em 1,33 milhão de domicílios, seguida pela banda larga móvel, que alcançava 1,11 milhão de domicílios. A combinação de banda larga fixa e móvel estava presente em 1,03 milhão de domicílios no estado. Em comparação, no Brasil como um todo, havia 75,9 milhões domicílios com banda larga, sendo 67,8 milhões com conexão fixa e 65,3 milhões com banda larga móvel.
Paraíba registra salto expressivo no percentual de domicílios com dispositivo inteligente
Em 2025, existia algum tipo de dispositivo inteligente em 20,3% dos domicílios paraibanos em que havia utilização da internet, o que corresponde a cerca de 285 mil domicílios. Esses dispositivos compreendem qualquer equipamento doméstico ou eletrônico que possua conexão à internet. O resultado coloca a Paraíba acima da média nacional (20,2%), sendo um dos destaques do levantamento para o estado.
A trajetória recente desse indicador evidencia um avanço importante. Em 2022, o percentual paraibano era de 9,8% (119 mil domicílios). Houve um recuo em 2023, para 8,4% (113 mil domicílios), seguido de forte recuperação em 2024, quando a proporção saltou para 15,7% (214 mil domicílios), alcançando 20,3% em 2025. No período analisado, o Brasil foi de 14,3% (2022) para 20,2% (2025), enquanto o Nordeste evoluiu de 9,9% para 13,5%. A Paraíba, que estava abaixo das médias nacional e regional em 2022 e 2023, passou a superar ambas em 2025.
Paraíba tem o sexto menor indicador de acesso a streaming de vídeo e mantém baixo percentual de TV por assinatura
O aparelho de televisão estava presente em 93,6% dos domicílios paraibanos em 2025, proporção praticamente estável em relação a 2024 (93,7%) e inferior à registrada em 2016 (98%). Essa redução gradual ao longo da série histórica é observada também no Brasil (de 97,2%, em 2016, para 93,9%, em 2025) e no Nordeste (de 96,2% para 91,9%).
Entre os domicílios com televisão (cerca de 1,4 milhão), 31,3% tinham acesso a serviço pago de streaming de vídeo na Paraíba, em 2025, o que corresponde ao sexto menor percentual no ranking nacional. O Distrito Federal liderou esse indicador (64,1%), seguido por Roraima (58,1%) e Santa Catarina (55,9%). A média nacional foi de 44,4% e a do Nordeste, de 30,7% 28,2%. O percentual paraibano avançou de 26,6% em 2022 para 31,3% em 2025, mostrando crescimento consistente, ainda que abaixo da média nacional e regional.
A proporção de domicílios com televisão na Paraíba foi de 93,6% em 2025, o que representa o 10º maior percentual do país. O Rio de Janeiro liderou esse indicador (97,0%), seguido por Rio Grande do Sul (96,6%) e São Paulo (96,1%). O indicador paraibano ficou acima um pouco abaixo da média nacional (93,9%), mas acima da regional (91,9%).
Dos domicílios com televisão, apenas 9,5% (134 mil domicílios) dispunham de acesso a serviço de televisão por assinatura, bem abaixo da média brasileira (23,5%) e a quarta menor proporção do país, igual à observada no Piauí, e superior apenas às do Amapá (5,2%) e do Ceará (8,8%). Nesse quesito, os maiores indicadores foram registrados no Distrito Federal (36,9%), Rio de Janeiro (33,6%) e em Santa Catarina (32,1%).
Nos demais 90,5% (1,3 milhão de domicílios), que não tinham acesso a esse serviço, o principal motivo apontado foi a falta de interesse pelo serviço (48,3%), seguido pelo alto custo (42,2%) e pela indisponibilidade na área do domicílio (0,6%). Outros motivos foram alegados em 9% dos casos.
Rede móvel celular alcança 91,8% dos domicílios paraibanos
Em 2025, a proporção de domicílios com serviço de rede móvel celular para telefonia ou internet na Paraíba chegou a 91,8%, o maior patamar da série para o estado desde 2017 (quando era de 93,6%, pico que pode refletir variações amostrais do período). Em relação a 2024, houve acréscimo de 2,3 pontos percentuais, acompanhando a tendência observada no Nordeste (de 85,2% para 87,2%) e no Brasil (de 92,0% para 92,9%).
Ao longo da série histórica, o indicador paraibano oscilou: era de 83,9% em 2016, subiu para 93,6% em 2017, recuou nos anos seguintes e voltou a crescer nos últimos anos. A evolução nacional foi mais linear, saindo de 86,2% em 2016 para 92,9% em 2025.
Proporção de domicílios com microcomputador ou tablet cresce na Paraíba após anos de queda
Em 2025, 28,8% dos domicílios paraibanos possuíam microcomputador ou tablet, proporção que avançou em relação a 2024 (27,6%) e a 2023 (27%), sinalizando uma possível recuperação após um período prolongado de queda. Em 2016, essa proporção era de 37,7% e recuou continuamente até atingir 26,2% em 2020.
No ranking entre as unidades da federação, a Paraíba ocupa a 19ª posição na proporção de domicílios com microcomputador ou tablet, ficando abaixo da média nacional (40,9%). O Distrito Federal (64,4%) e São Paulo (51,7%) figuram no topo da lista. Entre os estados nordestinos, a Paraíba ocupa a terceira 2ª melhor posição, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (33,1%) e à frente de Sergipe (31,9%). O Maranhão (21,5%), o Acre (27,6%) e Alagoas (25,3%) e o Piauí (25,5%) apresentaram os menores percentuais do país.
O crescimento recente refletiu tanto um avanço na presença de microcomputadores (de 25,6% em 2024 para 27,3% em 2025) quanto de tablets (de 7,1% para 8,1%). A combinação de ambos os dispositivos no mesmo domicílio chegou a 6,6% em 2025, ante 5,2% em 2024.