A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) tem 18 professores no ranking que traz os 2% dos pesquisadores mais influentes do mundo em 2025, elaborado pela Elsevier em parceria com a Universidade de Stanford. Para formar o ranking, foram considerados fatores como o número de citações na base de dados Scopus ao longo do ano anterior, levando em conta o número de coautores e aplicando ponderações conforme a posição do pesquisador (como primeiro ou segundo autor) em cada artigo.
Estão no ranking dos mais citados de 2025, os seguintes professores e professoras, listados por ordem alfabética:
- Celso Augusto Guimarães Santos
- Cláudio Furtado
- Damião Pergentino de Sousa
- Dionísio Bazeia
- Elcio Abdalla
- Eugênio Bezerra de Mello
- Evandro Leite de Souza
- Felipe Vigolvino Lopes
- João Marcos do Ó
- José Maria Barbosa Filho
- Knut Bakke
- Luciana Scotti
- Marciane Magnani
- Marcus T. Scotti
- Mário César Ugulino Araújo
- Medeiros, E. S.
- Moura, Mario R.
- Valdir Barbosa Bezerra
O professor José Maria Barbosa Filho, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, está presente no ranking desde 2020. Para ele, essa presença contínua tem sido uma motivação para ampliar colaborações, fortalecer projetos e contribuir ainda mais para a excelência científica em sua área de atuação. “Mais do que um título, estar no ranking representa para mim o compromisso com a pesquisa de qualidade, o impacto acumulado ao longo da carreira e a oportunidade de conectar a UFPB ao cenário científico mundial”, conta.
Subrepresentação das humanidades
É importante considerar, contudo, que a base Scopus, utilizada no ranking elaborado pela Elsevier e pela Universidade Stanford, apresenta limitações na representação das ciências humanas e sociais. Isso ocorre porque prioriza periódicos internacionais publicados em inglês, vinculados a grandes editoras comerciais, além de valorizar artigos com elevada frequência de publicação e alto volume de citações. Esse modelo tende a favorecer áreas como as ciências exatas, biomédicas e tecnológicas, oferecendo, assim, uma visão parcial do impacto científico global. Nas ciências humanas, por exemplo, a produção acadêmica é frequentemente publicada em português, em capítulos de livros ou em periódicos nacionais, formatos que nem sempre recebem o mesmo reconhecimento nesses indicadores.