terça-feira, 14 de abril de 2026
UFPB e Ong Guajiru registram pela 1ª vez desova de tartarugas-marinhas por meio de leitura térmica no Litoral paraibano
14/04/2026 13:51
Divulgação Divulgação

Um avanço inédito no monitoramento ambiental está fortalecendo a preservação de tartarugas-marinhas no litoral da Paraíba. Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em parceria com a Associação Guajiru e com apoio da Inovatec, conseguiram registrar pela primeira vez a assinatura térmica de uma tartaruga no exato momento da desova.

A captura foi realizada com o uso de um drone equipado com sensor térmico, na faixa de praia entre João Pessoa e Cabedelo. A tecnologia permite identificar o padrão de calor emitido pelo corpo do animal, criando uma imagem invisível ao olho humano, mas essencial para o monitoramento da espécie.

O diferencial do projeto está na integração entre o sensoriamento térmico e a inteligência artificial. O sistema em desenvolvimento utiliza algoritmos capazes de reconhecer automaticamente a presença das tartarugas e identificar, em tempo real, o local exato da desova, inclusive durante a noite — período em que a atividade é mais comum.

Operando a cerca de 40 metros de altura, o drone mantém uma distância segura, evitando interferir no comportamento dos animais. A partir das imagens captadas, o software também analisa rastros deixados na areia, ampliando a precisão na localização dos ninhos.

A iniciativa representa um salto tecnológico ao unir ferramentas que, até então, não eram utilizadas de forma integrada no monitoramento de tartarugas-marinhas. Com isso, o projeto amplia a eficiência das ações de preservação e contribui para a proteção de espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga-verde e a tartaruga-de-pente.

Além da inovação tecnológica, a solução se destaca por ser mais acessível e eficiente em comparação aos métodos tradicionais, permitindo maior cobertura de áreas, inclusive em regiões de difícil acesso.

Na Grande João Pessoa, os principais pontos de desova monitorados estão localizados entre as praias do Bessa e Intermares, além de trechos em Jardim Oceania e Gramame — regiões que agora contam com um reforço estratégico na proteção da vida marinha.

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