Trump desafia instituições e projeta nova era econômica em discurso de tom beligerante no Capitólio
25/02/2026 06:08
Redação ON Reprodução

Em um pronunciamento de 1h48 marcado por forte tensão política na noite de ontem, o ex-presidente Donald Trump reafirmou sua doutrina de “paz através da força”, enviando um alerta direto de que o Irã não terá permissão para obter armas nucleares sob sua vigilância.

O discurso, que serviu como uma demonstração de força no Capitólio, foi pontuado por provocações abertas aos parlamentares democratas que se recusaram a aplaudi-lo, culminando na expulsão de um deputado da oposição após um protesto inflamado durante a sessão. No campo das políticas internas, Trump condenou veementemente o sistema de imigração atual, exigindo o fim imediato das cidades-santuário nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que lançou uma proposta econômica radical de substituir o imposto de renda por um sistema baseado em tarifas de importação. Sem poupar críticas nem mesmo à Suprema Corte, o líder republicano aproveitou o palco para prestar homenagem ao ativista Charlie Kirk e encerrar sua fala com uma condenação formal à violência política, consolidando uma retórica que mistura nacionalismo econômico, rigor institucional e confronto direto com seus adversários.

A viabilidade técnica dessa transição tributária, entretanto, enfrenta ceticismo profundo entre economistas e analistas de mercado, uma vez que a substituição integral do imposto de renda por tarifas alfandegárias exigiria uma reestruturação sem precedentes na arrecadação federal. Atualmente, o imposto de renda representa mais de 50% das receitas do governo americano, enquanto as tarifas de importação contribuem com uma parcela mínima; para equilibrar as contas, seria necessário elevar as alíquotas de importação para níveis que poderiam paralisar o comércio internacional e gerar uma inflação acentuada no custo de bens de consumo básicos.
Além do desafio matemático, a medida encontraria barreiras legais e diplomáticas severas, visto que a imposição de tarifas generalizadas viola tratados comerciais internacionais e a própria autoridade delegada pelo Congresso, conforme sinalizado por recentes derrotas de Trump no Judiciário. Especialistas alertam que tal mudança poderia desencadear guerras comerciais globais e retaliações de parceiros estratégicos, tornando a proposta mais uma ferramenta de pressão política e retórica eleitoral do que um plano de execução imediata no cenário econômico atual.

canal whatsapp banner

Compartilhe: