A revista britânica The Economist destacou o Pix como um dos principais exemplos de inovação em pagamentos digitais e apontou que o sistema brasileiro passou a ocupar o centro da disputa geopolítica sobre a infraestrutura financeira mundial. A publicação afirma que as críticas dos Estados Unidos ao Pix, sob o argumento de que ele prejudica empresas americanas como Visa e Mastercard, acabaram transformando a plataforma em símbolo da busca de diversos países por maior independência financeira.
Segundo a revista, a reação brasileira foi praticamente unânime. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o país não abrirá mão do Pix, posição que também foi compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro, que defendeu a preservação do sistema, ainda que tenha sugerido um acordo para evitar sua integração a uma rede internacional concorrente da americana.
Para a The Economist, o caso revela uma mudança importante na economia mundial. Diante do uso crescente do sistema financeiro como instrumento de pressão política pelos Estados Unidos, países da Europa, China, Rússia e Índia aceleram investimentos em plataformas próprias de pagamentos, buscando reduzir a dependência das grandes redes americanas.
Na avaliação da revista, o Pix tornou-se uma referência internacional por demonstrar que um sistema nacional de pagamentos pode ser eficiente, amplamente adotado pela população e capaz de inspirar iniciativas semelhantes em outras partes do mundo. O elogio reforça o protagonismo do Brasil em um setor que hoje ocupa posição estratégica na nova disputa econômica global.
