terça-feira, 21 de julho de 2026
“Julho Amarelo”: Infectologista alerta para os riscos das hepatites virais
20/07/2026 09:18
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A campanha “Julho Amarelo” chama atenção para uma doença que muitas vezes age silenciosamente, mas que pode trazer sérios problemas para a saúde humana. As hepatites virais representam risco à saúde humana e podem ser prevenidas com cuidados ligados à higiene e evitar comportamentos que facilitem o contágio. O alerta é da médica infectologista Kilma Pinto, que integra a equipe da Funasa Saúde, que  há mais de 30 anos opera planos de saúde na Paraíba.

As hepatites atingem o fígado e podem ter diversas causas. “As hepatites são acometimentos diretamente relacionados ao fígado. As hepatites podem ter origem infecciosas, não infecciosas, trans infecciosas, podem ser autoimune, podem ser medicamentos”, explica Kilma Pinto. A médica lembra que “dentre as infecciosas, as hepatites virais são extremamente importantes, principalmente, as que têm a capacidade de se cronificar. Ou seja, ao longo do tempo causa problemas para esse paciente, chegando, inclusive, à cirrose hepática e até câncer de fígado”.

Entre as hepatites virais estão os tipos A, B, C, D e E, aponta a infectologista Kilma Pinto. Ela ressalta que “as formas de prevenção hoje estão relacionadas à vacinação, isto tanto para a hepatite A como para a hepatite B”.

A infectologista da Funasa Saúde acrescenta que “em relação às outras hepatites, a gente precisa ter cuidado com referência à relação sexual protegida, em relação a materiais perfurocortantes, como o compartilhamento de seringas, alicates de unhas, colocação de piercings, equipamento para fazer tatuagem, onde esses materiais precisam ser estéreis e não podem ser compartilhados”.

Kilma Pinto salienta que existe tratamento para as hepatites B e C. “A hepatite B, ela tem uma uma tendência a se cronificar, mas com o tratamento a gente consegue controlar. E a hepatite C, com os antivirais que são direcionados, eles podem trazer a cura, tem uma taxa maior de cura”, diz a médica da Funasa Saúde. Porém, ela alerta: “Para isso, a gente precisa testar para que o paciente de fato entenda se é portador da hepatite”,

Sobre os tipos A e E de hepatites, Kilma Pinto pontua que “elas geralmente são autolimitadas, são formas fecais-orais. Então, a gente lida com a parte da higiene mesmo e o consumo de alimentos bem higienizados com água potável”.

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