O site argentino Infobae publicou nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina e viajaria aos Estados Unidos em um avião particular. Segundo a reportagem, a partida estava prevista para as 2h, no horário local, de Puerto Iguazú, na província de Misiones. A publicação apresenta a saída do país como uma possibilidade, sem confirmar o embarque do parlamentar.
A informação foi negada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência. “Não saiu”, declarou à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
De acordo com o Infobae, a suspeita é de que Flávio tenha atravessado a fronteira utilizando seu documento de identidade. O deslocamento ocorreria depois de o próprio senador afirmar que havia recebido uma ordem judicial para entregar seus passaportes e que estava proibido de deixar o Brasil.

O portal argentino identifica a aeronave que seria utilizada: um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, da empresa Baires Fly S.A. Segundo informações obtidas pelo veículo, a companhia solicitou os procedimentos de alfândega e imigração para quatro passageiros e três tripulantes. O texto, porém, não apresenta uma lista nominal dos ocupantes que comprove a presença de Flávio.
A reportagem também informa que o avião chegou a Puerto Iguazú procedente de Buenos Aires. O UOL relatou ter localizado esse trajeto no Flightradar24 na noite de segunda-feira (26), mas não encontrou registros de decolagens da aeronave nesta terça na consulta feita para sua publicação. O deslocamento do jato, isoladamente, não comprova que o senador estivesse a bordo.
Segundo os dados apresentados pelo Infobae, o Gulfstream foi fabricado em 2004, tem 14 assentos, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros. O portal afirma que a aeronave está registrada na Argentina em nome da Baires Fly desde 25 de setembro de 2020 e que anteriormente utilizou matrículas dos Estados Unidos e do México: N524GA, N522AC, N522AG, XA-CHG e N152GA.
O veículo também detalha a direção da empresa: Luis Grande aparece como presidente; María Belén Grande Ratti, como vice-presidente; e María Florencia Grande Ratti, como diretora suplente.
A notícia surgiu após Flávio relatar, na segunda-feira, que agentes da Polícia Federal o abordaram quando deixava a casa do pai, em Brasília, para comunicar uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Conforme o Infobae, a restrição estaria relacionada à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo as relações do senador com o advogado Willer Tomaz e movimentações no setor de apostas. Flávio nega irregularidades e havia afirmado que cumpriria a determinação de entregar os documentos.

