O julgamento dos réus Carlos Eduardo da Costa Silva, mais conhecido como ‘Edu’, e Marcos Diogo da Silva, teve início às 9h desta quinta-feira (20), no Fórum Criminal da Comarca de João Pessoa. Eles foram pronunciados como executores do crime de homicídio qualificado que vitimou Luis Fernando dos Santos Silva e Jeferson Douglas Nascimento de Souza. O crime aconteceu na madrugada do dia 12 de maio de 2023, no interior do Quiosque Tororó, localizado na Avenida Cabo Branco.
O Júri Popular acontece na 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri, sob a presidência da juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão. A previsão é que a sentença seja lida em plenário ainda na noite desta quinta-feira.
De acordo com os autos, o crime foi flagrado por câmeras de monitoramento do Tororó. “Percebe-se que o atirador chega sorrateiramente junto às vítimas, usando um blusão e capacete e já vai efetuando disparos contra Luís Fernando, que teve morte imediata e em seguida atira contra Jeferson Douglas que foi socorrido, mas faleceu em seguida no hospital”, diz parte da denúncia oferecida pelo Ministério Público.
Após o crime, o atirador deixou o local, levando a arma utilizada no crime. Um comparsa o esperava na frente do estabelecimento em uma moto. Ambos fugiram tomando rumo ignorado.
O processo ainda informa que Jeferson Douglas conseguiu conversar com um sargento da Polícia Militar e afirmou que “quem atirou foi Edu”, o primeiro denunciado. As vítimas eram do Município de Mamanguape e, na hora do fato, estavam com duas mulheres, também residentes naquela cidade. “O sargento Cardoso manteve contato com alguns policiais de Mamanguape e tomou conhecimento de que ‘Edu’ é conhecido no mundo do crime”, diz parte da denúncia.
Mutirão – O esforço concentrado que mobilizou as Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri de João Pessoa, entre os meses de abril a junho deste ano, terá continuidade. Os trabalhos começaram na segunda-feira (17) e seguem até o dia 18 de dezembro. A iniciativa é voltada a dar maior celeridade à tramitação processual, além de viabilizar a realização de audiências, sessões do Tribunal do Júri e a prática dos demais atos necessários à regularização e ao aprimoramento da prestação jurisdicional.

