A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Senhor das Armas, ação coordenada pela Delegacia de Combate à Circulação e Comércio Ilegal de Armas de Fogo, Munições e Explosivos (Desarme), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de comércio irregular de armas de fogo com atuação no Estado. No total, oito mandados de prisão foram cumpridos e uma grande quantidade de armas de fogo foi apreendia. Na ação, 10 pessoas foram presas, duas delas em flagrante.
Os policiais também apreenderam 22 armas de fogo de diversos calibres apreendidas e 3500 munições de diversos calibres apreendidas.
A operação contou ainda com o apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), do Grupo de Operações Especiais (GOE), do Canilda Polícia Civil, da Unintepol e de outras unidades da Polícia Civil, reunindo um efetivo aproximado de 100 policiais civis para o cumprimento das medidas judiciais. Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações conduzidas pela Desarme, foi identificada a atuação de uma organização criminosa estruturada, responsável pela aquisição, adulteração, transporte e comercialização clandestina de armas de fogo, abastecendo inclusive integrantes de facções criminosas atuantes na Paraíba. As apurações também apontaram a divisão de funções entre os investigados, com integrantes responsáveis pela intermediação das vendas, transporte clandestino, adulteração de armamentos e articulação com grupos criminosos interessados na aquisição do material bélico.
Durante o cumprimento das diligências, foram apreendidos materiais que serão submetidos à perícia para o aprofundamento das investigações. Os investigados poderão responder, entre outros crimes, por comércio ilegal de arma de fogo, organização criminosa e adulteração de sinal identificador de arma de fogo, cujas penas podem ultrapassar dez anos de reclusão. A Polícia Civil da Paraíba destaca que as investigações permanecem em andamento, podendo resultar na identificação de outros envolvidos e na adoção de novas medidas judiciais.
A operação integra o cronograma da Operação Nacional da Renocrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp, com o objetivo de promover uma resposta integrada e de alta precisão no combate ao crime organizado em todo o país.
