Veja – A edição especial de fim de ano da revista aposta na ideia de que 2025 foi um ano inconcluso, que já projeta seus efeitos para 2026. A capa reúne personagens centrais da política, da economia e da cultura, sugerindo que decisões tomadas — ou adiadas — ainda vão repercutir no próximo ciclo eleitoral e institucional. O tom é de balanço crítico, com olhar voltado para um futuro que já começou a se desenhar antes da virada do calendário.

Crusoé – A Crusoé encerra o ano com uma capa conceitual e simbólica, apresentando um “dicionário para entender 2025”. A imagem lúdica contrasta com o conteúdo duro, propondo uma leitura interpretativa do ano a partir de expressões, personagens e acontecimentos que marcaram o debate público. A ideia é traduzir um período confuso, cheio de ruídos, disputas narrativas e crises recorrentes.

Oeste – A revista traz uma capa de forte impacto visual e tom acusatório, ao abordar o escândalo do Banco Master e suas ramificações no Judiciário. Com o título “Lama na toga”, a publicação sugere contaminação institucional e cobra explicações do Supremo Tribunal Federal sobre relações consideradas promíscuas entre empresários e ministros. A capa aposta no confronto direto e na denúncia política.

IstoÉ – Apresenta uma retrospectiva clássica de 2025, reunindo fatos, personagens, polêmicas e tendências que dominaram o noticiário. A capa é carregada de imagens e rostos, refletindo a multiplicidade de crises e disputas que marcaram o ano. O foco está menos na projeção futura e mais na organização do caos vivido ao longo dos últimos doze meses.

Revista Nordeste – Adota um tom otimista e regional, destacando investimentos, articulações políticas e o fortalecimento econômico da região. A capa valoriza lideranças locais e aponta o Nordeste como protagonista em áreas como infraestrutura, turismo e desenvolvimento. A mensagem central é de crescimento e reposicionamento político no cenário nacional.

CartaCapital – Fecha o ano com uma capa de viés crítico e ideológico, abordando democracia, justiça social e o papel do Brasil no mundo. A composição visual remete a tensões institucionais, conflitos de poder e ao encarceramento simbólico de ideias e projetos. A revista reforça sua linha editorial progressista e seu compromisso com uma leitura estrutural da política.

Veja Rio – Aposta no clima de virada e celebração, com uma capa marcada pelos fogos e pelo Cristo Redentor, sob o título “2026 promete”. A revista destaca a agenda de eventos, o turismo e a expectativa de crescimento econômico da cidade. O tom é positivo, quase promocional, focado no Rio como vitrine e motor cultural do país.

Newsweek – A Newsweek encerra o conjunto com uma capa internacional elegante e introspectiva, estrelada por Kate Winslet. O destaque é a maturidade artística e pessoal da atriz, associada a uma reflexão sobre envelhecimento, poder feminino e reinvenção após os 50 anos. Diferente das capas políticas, aqui o foco é comportamento, cultura e protagonismo individual em escala global.
