Em 2025, na Paraíba, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita alcançou R$ 1.542, um aumento de 6,9% em relação ao resultado verificado em 2024 (R$ 1.442) e o maior valor alcançado desde o início da série histórica, em 2012. As informações são do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cujos resultados foram divulgados nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento per capita domiciliar estadual cresceu 15,9% no período de 2012 a 2019, quando passou de R$ 1.067 para R$ 1.237. Com a pandemia da COVID 19, esse rendimento perdeu valor, caindo 5,1%, em 2020, e 6,8%, em 2021, quando foi estimado em R$ 1.094, o 2º menor da série, superior apenas ao resultado verificado em 2012 (R$ 1.067). A partir de 2022, no entanto, o rendimento médio domiciliar per capita voltou a crescer no estado, subindo 13% em 2022 e 18% em 2023, recuando levemente em 2024 (-1,1%) e voltando a ter variação positiva em 2025 (6,9%). Entre 2019 e 2025, a elevação foi de 24,7%, ao passo que, frente a 2012, o crescimento acumulado foi de 44,5%.
A pesquisa também constatou que esse crescimento geral do valor do rendimento médio mensal real domiciliar per capita observado na Paraíba, a partir de 2022, ocorreu em todo o país. Na média nacional, o resultado de 2025 (R$ 2.264) foi superior ao valor médio verificado na Região Nordeste (R$ 1.470) que, por sua vez, além de ficar abaixo do constatado na Paraíba (R$ 1.542), foi o menor entre as Grandes Regiões. Por outro lado, esse valor do rendimento paraibano correspondeu à 68,1% do valor obtido em nível nacional, continuando a ser o nono menor entre as unidades da federação.
Participação da renda do trabalho na renda domiciliar paraibana sobe para 68,3%, patamar próximo ao recorde dos anos 2014/2015
A pesquisa constatou que, na Paraíba, o aumento do rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos foi o fator que impulsionou o aumento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2025. Com isso, a participação da renda do trabalho nesse rendimento médio atingiu 68,3%, acima do patamar registrado no ano anterior, que foi de 65,9%. Em 2025, os 31,7% provenientes de outras fontes de rendimento se dividiam em: rendimentos de aposentadoria e pensão (19,9%), que correspondiam à maior parte; e rendimentos de programas sociais do governo (8,4%). Além disso, fontes de rendimento como aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador e outros rendimentos somavam os demais 3,4%.

Entre 2012 e 2015, houve crescimento da parcela do rendimento de todos os trabalhos no rendimento domiciliar per capita, atingindo, em 2014 e 2015, 68,7% e 68,6%, respectivamente, os maiores valores da série. A partir de 2016, houve aumento da parcela relativa a outras fontes de rendimento, motivado, sobretudo, pelo comportamento de alta da parcela de aposentadoria e pensão, que de uma participação máxima em torno de 25% em 2012 e 2013, recua para cerca de 21,5% em 2014/2015, para então ficar no patamar de 24% entre 2016 e 2019. Em 2020, ano de forte retração do mercado de trabalho, a parcela do rendimento de todos os trabalhos no rendimento domiciliar per capita atingiu o menor valor da série (60,8%). Nesse ano, o aumento da participação das outras fontes se deu na rubrica Programas sociais do governo (de 4,8%, em 2019, para 14,3%, em 2020), o que se deve à criação do Auxílio Emergencial para fazer frente aos efeitos socioeconômicos da pandemia de COVID-19. Em 2021, com o início da flexibilização das medidas sanitárias e mudanças no Auxílio Emergencial, a parcela do rendimento do trabalho no rendimento domiciliar per capita se elevou para 66,8% em 2021, e 68,1% em 2022, voltando a cair nos dois anos seguintes. Enquanto isso, o rendimento das Outras fontes voltava a aumentar, passando de 31,9%, em 2022, para de 34,1%, em 2024, por conta dos pro

Segundo o levantamento, o Índice de Gini da Paraíba, indicador que mede a concentração de renda, variando de 0 (máxima igualdade) a 1 (máxima desigualdade), foi calculado em 0,507 para o ano de 2025, enquanto em 2024 a estimativa ficou em 0,496. Apesar dessa ligeira alta, o indicador paraibano passou de sexto maior do país, em 2024, para o nono maior, em 2025, ficando abaixo da média nacional (0,511), mas levemente superior à do Nordeste (0,503).
