terça-feira, 19 de maio de 2026
Renan Calheiros parte com “4 pedras na mão” para cima de Hugo Motta e mira elo com Banco Master
18/05/2026 12:37
Redação ON Reprodução

O clima esquentou de vez em Brasília. E dessa vez o senador Renan Calheiros resolveu partir com quatro pedras na mão para cima do presidente da Câmara, Hugo Motta. Em discurso pesado durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan acusou Hugo de atuar em favor de interesses ligados ao Banco Master e ao mercado de créditos de carbono.

A expressão, muito usada no Nordeste quando alguém vai para o confronto sem aliviar, caiu como uma luva para o tom adotado pelo senador alagoano. Renan não economizou nas palavras e levantou suspeitas graves envolvendo uma emenda apresentada por Hugo Motta ao projeto que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

A emenda obriga seguradoras e fundos de previdência complementar a destinarem pelo menos 1% de suas reservas técnicas anuais para investimentos em créditos de carbono. Na prática, segundo críticos da proposta, isso abriria um fluxo bilionário e obrigatório de dinheiro para empresas que atuam nesse mercado — entre elas companhias ligadas à família Vorcaro, controladora do Banco Master.

Mas foi além.

Renan afirmou que a cunhada de Hugo Motta teria recebido R$ 140 milhões do Banco Master em uma operação que ele classificou como suspeita.

“Essa emenda foi aprovada e sancionada. E a cunhada do presidente da Câmara recebeu R$ 140 milhões do Master a pretexto de empréstimo que venceu, nunca foi cobrado e nunca teve parcela paga”, disparou o senador.

Segundo Renan, o dinheiro teria sido usado na compra de um terreno na Paraíba. O senador ainda afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master “está apenas começando” e que novos casos mais graves podem surgir nos próximos meses.

“A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais. A cada dia temos envolvimento de pessoas em casos mais escabrosos do que os já conhecidos”, afirmou.

O senador informou ainda que pediu ao Ministério da Previdência acesso a auditorias sobre contratos, operações e investimentos feitos por fundos previdenciários estaduais e municipais ligados, direta ou indiretamente, ao Banco Master.

Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que Renan decidiu elevar o tom e transformar Hugo Motta em alvo político direto no meio da crescente turbulência envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.

A polêmica também já chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) acionou o STF questionando a constitucionalidade da emenda apresentada por Hugo Motta ainda em dezembro de 2023, antes de assumir a presidência da Câmara.

Nos corredores da política, o embate promete ganhar novos capítulos. E dos mais barulhentos.

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